Em paralelo, ficaram em segundo plano as declarações do presidente americano de que republicanos e democratas no Congresso dos Estados Unidos chegaram a um acordo para garantir o financiamento da maior parte do governo federal até setembro. O entendimento evita um shutdown (paralisação parcial das atividades governamentais por falta de orçamento) que poderia ocorrer já neste sábado (31).
Nos demais mercados, o dólar avança frente às principais moedas globais, enquanto os rendimentos dos Treasuries, os títulos da dívida pública dos Estados Unidos, também sobem, refletindo ajustes nas expectativas de juros. Em sentido oposto, os preços do ouro, tradicional ativo de proteção em momentos de incerteza, recuam.
Entre as principais commodities os contratos futuros do petróleo registram queda, devolvendo parte da forte alta observada na sessão anterior. Já o minério de ferro encerrou o dia praticamente estável, com leve alta de 0,06% na bolsa de Dalian, na China, a US$ 113,90 por tonelada.
Esse conjunto de fatores desenha um ambiente que sugere ajustes no mercado brasileiro, ao menos nas primeiras horas de negociação. De fato, o EWZ, principal ETF (Exchange Traded Fund) de ações brasileiras negociado na Bolsa de Nova York, recuava quase 1,50% no pré-mercado. O EWZ replica o desempenho de uma cesta de ações do Brasil e é amplamente utilizado por investidores estrangeiros para se expor ao mercado local.