• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Mercado

O que fez a Bolsa cair 3% em outubro? Três pontos explicam o desempenho ruim

O Ibovespa foi o terceiro pior investimento para o mês, segundo levantamento do consultor Einar Rivero

Por Jenne Andrade

31/10/2023 | 17:37 Atualização: 01/11/2023 | 6:57

Avanço das treasuries rouba fluxo da Bolsa brasileira. Foto: Amanda Perobelli/Reuters
Avanço das treasuries rouba fluxo da Bolsa brasileira. Foto: Amanda Perobelli/Reuters

Dos 21 pregões da Bolsa brasileira em outubro, 12 sessões foram de baixa, contra apenas nove pregões de alta. O Ibovespa fechou o mês com uma queda acumulada de 2,94%, aos 113.143,67 pontos, consolidando o índice como o terceiro pior investimento do período, atrás de empresas pagadoras de dividendos (representadas pelo IDIV) e Small Caps (empresas de baixa capitalização). O levantamento foi feito pelo consultor financeiro Einar Rivero.

Leia mais:
  • As 5 ações mais rentáveis do Ibovespa em outubro
  • O que o investidor americano diz sobre o Nubank e BB
  • Casas Bahia (BHIA3): ações atingem menor cotação da história
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Por trás do cenário amargo, há três fatores determinantes que explicam a performance do principal indicador de ações da B3: o avanço dos títulos do Tesouro Americano, considerado o principal driver para a queda do IBOV, a guerra em Israel e os ruídos em relação ao fiscal no Brasil.

Sobre o Tesouro Americano, os “treasuries”, como são conhecidos os papéis de dívida, se mantiveram em patamares elevados durante todo o mês. O título americano de prazo para 10 anos, uma das principais referências desse mercado de dívida, viu seus rendimentos subirem de 4,18% para o patamar recorde de 4,89%, segundo dados de Rivero e Investing. A escala dos “T-Notes” no mês ocorre na esteira da percepção de que os EUA terão juros altos por mais tempo.

  • Juros dos Treasuries recuam, após recorde histórico

Para conter a inflação no país, o Federal Reserve (Fed, banco central americano) passou a subir os juros, hoje entre 5,25% e 5,5% ao ano, maior nível em 22 anos. E a expectativa é de que a autoridade monetária continue a elevar as taxas, já que a economia americana não dá sinais de desaquecimento.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

“A economia americana ainda está acelerando e os dados de emprego também estão fortes”, afirma Bruce Barbosa, sócio-fundador e analista de ações da Nord Research. “O Fed foi claro e sinalizou que precisaria manter os juros mais altos por mais tempo, até ameaçou subir a taxa um pouco.”

Por aqui, entretanto, juros altos nos EUA significam diminuição da atratividade do mercado acionário. Isto porque as treasuries são consideradas os ativos mais seguros do mundo e, quando as taxas desses papéis sobem, os investidores globais engatam um movimento de evitar riscos, principalmente em países emergentes, e voarem para a renda fixa americana.

De acordo com a B3, entre 1 e 26 de outubro, o fluxo de investimento estrangeiro na bolsa brasileira estava negativo em R$ 2,5 bilhões. “Outubro foi mais um mês em que o ambiente fora do Brasil deu as cartas”, afirma José Cataldo, head de research da Ágora Investimentos. “Houve uma preponderância global sobre o ambiente local.”

  • Investimento estrangeiro encolhe 77% na B3: entenda a saída dos gringos

Essa também é a visão de Gabriel Bassotto, analista chefe de ações do Simpla Club. “Só vai ocorrer uma virada nesse fluxo de capital estrangeiro na B3 e no Ibovespa quando a situação nos EUA se acalmar. Enquanto as treasuries estiverem com uma volatilidade muito grande, não sabemos o que vai ser do Brasil e dos demais mercados emergentes”, afirma. “As taxas nos EUA precisam estabilizar, mesmo que em um patamar mais alto.”

Em paralelo, a guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas, iniciada em 7 de outubro, também intensificou a aversão a risco no mês. No primeiro pregão após o início dos conflitos (9 de outubro), os barris de petróleo Brent e WTI avançaram 4,22% e 4,34%. Contudo, os impactos sobre os ativos devem se restringir ao curto prazo.

Publicidade

“Nos primeiros dias havia o receio de que o conflito escalasse e tomasse uma proporção maior, envolvendo outros países do Oriente Médio, como o caso do Irã (produtor de petróleo)”, afirma Bassotto. “Como vimos, o conflito não escalou e até o temor que tínhamos em relação ao impacto no petróleo, já está se dissipando.”

Já para Bruna Sene, analista da Nova Futura Investimentos, se a escalada do conflito está saindo do radar, as altas recentes do petróleo podem inflar as preocupações com a política monetária nos EUA. “A conjunção de um aumento nos preços do petróleo, um mercado de trabalho competitivo e uma economia ainda aquecida podem acelerar a inflação nos próximos meses, continuando a impactar as taxas de juros de longo prazo”, afirma.

 

Cenário fiscal: o último golpe

O último golpe ao Ibovespa em outubro ocorreu na última sexta-feira (27), quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou que dificilmente o governo iria conseguir entregar a meta fiscal de déficit zero no ano que vem, prometida no Arcabouço Fiscal.

Publicidade

Na data da declaração, o IBOV fechou em baixa de 1,29%. “O presidente deveria dar uma sinalização de que o País tem uma meta. Só que ele detonou essa meta e descredibilizou seu ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT)", diz Barbosa, da Nord Research. “A equipe econômica vinha trabalhando para convencer o mercado de que a meta de déficit zero era possível. Se o mercado já não acreditava antes, agora vai acreditar menos ainda.”

Para Barbosa, o principal efeito dessa perspectiva de não cumprimento da meta é o avanço dos juros futuros e das perspectivas para a inflação. Juros e inflação mais altos significam também maiores dificuldades para a população tomar empréstimos e das empresas financiarem suas atividades. Essa situação, com os títulos de dívida dos EUA em alta, são uma combinação danosa para a bolsa brasileira.

O sócio-fundador da Nord não recomenda a compra de ações ligados ao cenário doméstico, mas exportadoras de commodities. “O nosso governo sem meta fiscal tira a confiança de qualquer um que queira investir no Brasil. Afinal, você não vai emprestar dinheiro para alguém que não consegue economizar, é compulsivo, gastador, que é o nosso caso”, diz Barbosa. “Talvez o fluxo que entre seja nosso mesmo, de pessoas físicas indo para a bolsa.”

Cataldo, da Ágora, e Sene, analista da Nova Futura, também recomendam uma carteira mais resiliente aos possíveis solavancos do mercado nos próximos meses. “É importante seletividade na escolha dos ativos”, diz Cataldo. “Preferimos empresas com previsibilidade de receita, como as do setor elétrico, que sejam pagadoras de dividendos, mais defensiva.”

Publicidade

“O momento é de manter uma carteira equilibrada, um pouco mais defensiva, e composta por ativos de qualidade. Oportunidades mais curtas podem surgir para quem acompanha a análise gráfica e movimentos mais curtos do mercado. E a diversificação é sempre o melhor caminho”, afirma Sene.

Bassotto, por sua vez, diz que as falas do presidente Lula foram "infelizes", mas ainda assim tem uma expectativa positiva para o mercado brasileiro quando houver estabilidade dos juros nos EUA. Para o analista, o Brasil tem um cenário “relativamente” melhor do que a de outros países, com taxa de juros alta e atrativa, embora já tenhamos iniciado os cortes na Selic.

Na visão do especialista da Simpla, as oportunidades estão justamente nas empresas mais doméstica, expostas ao ciclo de juros. “Obviamente essas companhias podem ter no curto prazo uma leve pressão por causa de todo esse efeito econômico, mas estão descontadas e sendo empresas boas, sustentáveis e para o longo prazo, são boas oportunidades”, diz. Bassotto cita como exemplos de setores interessantes, o segmento de aluguel de veículos e construtoras.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Ágora Investimentos | E-Investidor
  • Conteúdo E-Investidor
  • Federal Reserve System (Fed)
  • Guerra
  • Ibovespa
  • inflação global
  • Taxa Selic
  • Treasuries
Cotações
20/02/2026 17h37 (delay 15min)
Câmbio
20/02/2026 17h37 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Como comprar dólar e pagar menos no exterior

  • 2

    O ouro está se tornando o “novo dólar”, diz um dos gestores de fundos de hedge mais temidos de Wall Street

  • 3

    NYT: crises estão por toda parte, mas os mercados parecem não se importar

  • 4

    BC decreta liquidação do Banco Pleno, de ex-sócio do Master; veja o que fazer se você tem CDB ou dinheiro na instituição

  • 5

    Ibovespa supera recorde após Suprema Corte dos EUA derrubar tarifas; Trump reage com taxa global de 10%

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Pix fora do ar? 3 maneiras simples de pagar as contas durante instabilidades
Logo E-Investidor
Pix fora do ar? 3 maneiras simples de pagar as contas durante instabilidades
Imagem principal sobre o Rolex 6 Horas de São Paulo: veja o valor dos ingressos e pacotes
Logo E-Investidor
Rolex 6 Horas de São Paulo: veja o valor dos ingressos e pacotes
Imagem principal sobre o IPVA São Paulo 2026: como funciona a multa em caso de atraso?
Logo E-Investidor
IPVA São Paulo 2026: como funciona a multa em caso de atraso?
Imagem principal sobre o IPVA São Paulo 2026: calendário de vencimentos de fevereiro de 2026
Logo E-Investidor
IPVA São Paulo 2026: calendário de vencimentos de fevereiro de 2026
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: a isenção entra em vigor ainda neste ano?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: a isenção entra em vigor ainda neste ano?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda: a tabela de 2025 foi alterada?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda: a tabela de 2025 foi alterada?
Imagem principal sobre o Harry Styles no Brasil 2026: todos os setores já esgotaram? Veja o valor dos ingressos
Logo E-Investidor
Harry Styles no Brasil 2026: todos os setores já esgotaram? Veja o valor dos ingressos
Imagem principal sobre o IPVA São Paulo 2026: como efetuar o pagamento do tributo?
Logo E-Investidor
IPVA São Paulo 2026: como efetuar o pagamento do tributo?
Últimas: Mercado
Dólar em queda, Ibovespa em nível recorde: como o mercado reage à derrubada das tarifas de Trump?
Mercado
Dólar em queda, Ibovespa em nível recorde: como o mercado reage à derrubada das tarifas de Trump?

Decisão pode ajudar empresas exportadoras e aliviar sentimento de risco, mas acende alerta para economia dos EUA

20/02/2026 | 14h14 | Por Beatriz Rocha
Ações de óleo e gás para comprar em 2026: BTG elege 2 empresas e deixa Petrobras fora
Mercado
Ações de óleo e gás para comprar em 2026: BTG elege 2 empresas e deixa Petrobras fora

Banco vê execução consistente, disciplina de capital e balanços mais leves como diferenciais em um cenário mais desafiador para o setor de petróleo

20/02/2026 | 10h49 | Por Isabela Ortiz
Mercados globais sobem à espera do PIB e do PCE nos EUA
CONTEÚDO PATROCINADO

Mercados globais sobem à espera do PIB e do PCE nos EUA

Patrocinado por
Ágora Investimentos
Ibovespa supera recorde após Suprema Corte dos EUA derrubar tarifas; Trump reage com taxa global de 10%
Mercado
Ibovespa supera recorde após Suprema Corte dos EUA derrubar tarifas; Trump reage com taxa global de 10%

Trump afirmou que a tarifa global de 10% baseada na Seção 122 entrará em vigor em três dias e deverá permanecer válida por cerca de cinco meses

20/02/2026 | 04h30 | Por Igor Markevich

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador