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Mercado

O que os economistas pensam da ideia de ‘imprimir dinheiro’ de Henrique Meirelles

Opinião polêmica de ex-presidente do BC divide especialistas

Por E-Investidor

08/04/2020 | 12:35 Atualização: 10/04/2020 | 14:29

Henrique Meirelles, secretário da Fazenda do Estado de São Paulo (Foto: Felipe Rau/Estadão)
Henrique Meirelles, secretário da Fazenda do Estado de São Paulo (Foto: Felipe Rau/Estadão)

Uma declaração controversa de Henrique Meirelles, secretário de Fazenda e Planejamento de São Paulo, estremeceu o sistema financeiro nesta quarta-feira (8). Em entrevista à BBC News Brasil, o ex-presidente do Banco Central afirmou que a autoridade monetária deveria imprimir dinheiro nesse momento de crise:

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“O Banco Central tem grande espaço de expandir a base monetária, ou seja, imprimir dinheiro, na linguagem mais popular, e, com isso, recompor a economia. Não há risco nenhum de inflação nessa situação”, afirmou Meirelles.

Para entender o peso das palavras do ex-presidente do Banco Central, o E-Investidor ouviu a opinião de outros economistas. Veja o que eles pensam sobre a proposta.

Alexandre Schwartsman, economista e ex-diretor de assuntos internacionais do Banco Central

“Para criar uma reserva bancária, seria necessário entregar títulos públicos com compromisso de recompra. O problema é que isso pode gerar um excesso de liquidez e fazer com que a Selic fique abaixo da meta”, diz Schwartsman. “O Brasil não está em situação de fazer isso agora. A nossa taxa de 3,75% está distante desse cenário e ainda é alta para atual meta de inflação do País.”

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Segundo o economista, a justificativa para os países que começaram a emitir moeda é a situação de taxa de juros nominal zero. “O instrumento que o Banco Central tem nesse momento para fazer esse controle é cortar a taxa Selic”, diz Schwartsman.

Nelson Marconi, professor de economia da FGV EAESP

“O Meirelles está absolutamente correto. Essa estratégia não causa elevação da dívida pública junto ao mercado, apenas junto ao Banco central , que também faz parte do governo e portanto é mais fácil acertar isso no futuro”, afirma Marconi. Para o economista, com a recessão que está por vir, a medida não tem potencial de elevar a inflação. “O que causa a inflação é demanda muito aquecida. Quando a economia está muito aquecida, injetar mais dinheiro pode estimular esse processo. Mas na situação atual, com essa parada total, não há a mínima possibilidade de que a medida pressione a inflação”.

Alvaro Bandeira, economista-chefe do banco digital Modalmais

“Estamos em um esforço de guerra e tudo tem que ser feito para tentar equilibrar os efeitos do Covid-19 na economia”, diz. “O BC tem mesmo que emitir título e endividar o Tesouro ou emitir moeda.”

Para o economista, a inflação não tem sido um problema nos últimos tempos e também não será agora com a desaceleração da economia. “Quando o cenário econômico melhorar será necessário enxugar a liquidez do sistema financeiro”, afirma. “Vivemos um quadro atípico e ele precisa ser encarado dessa forma.”

Arthur Barrionuevo, professor da FGV EAESP

“Nesta crise, é o que tem de fazer. É preciso colocar dinheiro na mão das empresas ou das pessoas. Alguém tem que funcionar como emprestador, e esse alguém pode ser o Banco Central”, diz Arthur Barrionuevo, professor Escola de Administração de Empresas de São Paulo, da FGV, que lembra que uma ação do BC nesse sentido não seria novidade. Na crise 2008, a autoridade monetária também precisou intervir na economia. “Ele não estará imprimindo dinheiro literalmente. É comprar títulos de empresas, duplicatas, debêntures e por aí vai.”

Cristina Helena Pinto de Mello, economista e professora da ESPM

“A oferta de moeda não é inflacionária”, diz Cristina. “Essa já é uma realidade praticada pelos bancos centrais dos Estados Unidos e da Europa e os países não sofreram com inflação. O Banco Central precisa dar liquidez.”

Renan Pieri, professor da Escola de Economia da FGV-SP

“O Banco Central tem, sim, espaço para expandir a base monetária, para fazer cortes expressivos na Selic, o que até facilitaria o rolamento da dívida pública”, afirma Renan Pieri, da FGV. Porém, o professor faz ressalvas quanto ao controle da inflação: “Embora a demanda agregada do País esteja baixa, já que as pessoas não estão comprando, a gente teve também um choque de oferta, ou seja, as empresas estão produzindo menos. O choque de oferta negativo faz com que os preços subam. Por isso a gente pode, sim, ter inflação nesse período”.

Ele alerta que, dependendo da intensidade da medida, o tiro pode sair pela culatra. Ou seja, as famílias de baixa renda, que mais precisam de socorro financeiro nesse momento de crise, seriam as mais prejudicadas com uma disparada da inflação. “A inflação brasileira é muito volátil, qualquer estímulo gera inflação mais alta que em outros países. E o aumento da inflação recai mais sobre os pobres”, diz Pieri. “É um recurso que deve ser utilizado, mas está longe de resolver o problema.”

Ernesto Lozardo, economista e professor da FGV EAESP

“Há caminhos melhores que a emissão de moeda ou de títulos públicos”. O economista critica a sugestão de Meirelles: “Isso pode elevar a dívida pública [hoje em 76,5% do PIB] a quase 90%. Se eu aumento a dívida pública, tenho que pagar essa dívida. E se a economia não cresce, tenho que elevar os impostos. A economia perde competitividade, o custo Brasil aumenta, a reforma tributária se inviabiliza e vai tudo para o espaço”, argumenta.

Para ele, usar a dívida interna é o pior caminho possível. “Você tornaria a dívida interna brasileira a maior do mundo e, pior, encurtaria o perfil dessa dívida. Porque ninguém vai emprestar com prazo longo, de 30 anos. Seriam empréstimos de curto prazo.”

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O professor acredita que, para conter a crise, a melhor solução é utilizar mais fortemente as reservas internacionais. Segundo Lozardo, o Brasil precisa de US$ 50 bilhões para combater o coronavírus. Como atualmente, as reservas são de aproximadamente US$ 340 bi, o País ainda teria lenha para queimar. “Foi-se o tempo em que tínhamos uma dívida externa elevada, hoje ela é pequena”.

* Colaboraram Jenne Andrade, Lucas Baldez, Thiago Lasco e Valéria Bretas

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