Entre os principais pontos, a Petrobrás destaca a forte exposição à volatilidade dos preços do petróleo e derivados, fator que pode impactar diretamente receitas, margens e fluxo de caixa, frisa a empresa.
A dependência do mercado internacional torna os resultados sensíveis a choques geopolíticos e oscilações na demanda global por energia, acrescenta.
O documento também enfatiza riscos regulatórios e de interferência governamental. Por ser uma empresa de controle estatal, decisões estratégicas – incluindo política de preços de combustíveis, distribuição de dividendos e investimentos – podem ser influenciadas por interesses públicos ou políticos, nem sempre alinhados à maximização de valor para acionistas, pontua a companhia.
Outro ponto crítico envolve o elevado nível de endividamento e a necessidade contínua de acesso a financiamento. Mudanças nas condições de crédito ou rebaixamentos de rating podem encarecer o custo da dívida e limitar a capacidade de investimento da companhia.
A Petrobras ainda cita riscos operacionais, incluindo acidentes, falhas técnicas e interrupções na produção, especialmente em projetos de exploração em águas profundas e no pré-sal, que exigem alta complexidade tecnológica e elevados custos.
No campo jurídico, a empresa reconhece a possibilidade de perdas relacionadas a disputas judiciais e arbitrais, além de investigações e processos ligados a práticas de governança e conformidade, que podem resultar em penalidades financeiras e danos reputacionais.
Por fim, o relatório aponta riscos associados à transição energética global. A crescente pressão por descarbonização e mudanças no consumo de energia pode reduzir a demanda por combustíveis fósseis no longo prazo, exigindo adaptações estratégicas que envolvem incertezas e potencial impacto financeiro, afirma.