• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Mercado

Entenda a situação do petróleo com a guerra no Irã e como afeta todo o mercado

Alta da commodity gera pressão inflacionária pelo mundo, podendo impactar ciclos de juros inclusive no Brasil; dúvida é até onde o conflito se estenderá

Por Luíza Lanza

09/03/2026 | 18:57 Atualização: 09/03/2026 | 18:57

Petróleo dispara e chega perto de US$ 120 após escalada da guerra no Oriente Médio e bloqueio do Estreito de Ormuz. Alta da commodity eleva aversão ao risco global. (Imagem: Adobe Stock)
Petróleo dispara e chega perto de US$ 120 após escalada da guerra no Oriente Médio e bloqueio do Estreito de Ormuz. Alta da commodity eleva aversão ao risco global. (Imagem: Adobe Stock)

A piora da guerra entre Estados Unidos e Irã interrompeu o bom momento que os mercados de investimentos globais viviam em 2026. Antes do exército americano e Israel atacarem Teerã em 28 de fevereiro, predominava entre investidores maior apetite a risco, um movimento que vinha beneficiando especialmente o Brasil.

Leia mais:
  • Escalada da guerra contra o Irã pode desacelerar corte da Selic pelo Copom; veja projeções do mercado
  • Taxas nas alturas: o impacto da guerra no Oriente Médio no Tesouro Direto
  • Petróleo hoje fecha em alta depois de saltar acima de US$ 100 por barril
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

O conflito no Oriente Médio colocou o capital global em compasso de espera. O Ibovespa, que flertava com 192 mil pontos, caiu para 181 mil.

Mas a maior reação foi no petróleo. O barril Brent chegou a quase US$ 100 nesta segunda-feira (9), o maior valor desde 2022, quando eclodiu a guerra entre Rússia e Ucrânia. A escalada na cotação do petróleo ocorre após cortes de produção por grandes países do Golfo e a paralisação quase total do tráfego comercial no Estreito de Ormuz, rota marítima estratégica por onde passa cerca de um quinto da produção mundial da commodity.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Não fosse a sinalização dos ministros de Finanças do G7 quanto à liberação de reservas para controlar a alta do preços, a cotação poderia ter fechado a sessão em valorizações muito maiores. Mais cedo, no pico do movimento, registrado mais cedo, o petróleo do tipo Brent para maio chegou a saltar 26,56%, para US$ 117,62 o barril, enquanto o WTI para abril disparou 30,13%, a US$ 118,76. Esses foram os maiores ganhos diários já registrados para os contratos futuros da commodity.

Alta da inflação?

O petróleo é um dos grandes vetores de inflação ou desinflação global. Em 2022, quando a Rússia invadiu a Ucrânia, o conflito entre dois grandes produtores da commodity fez o preço disparar. Logo após a eclosão da guerra no Leste Europeu, em fevereiro daquele ano, o Brent deu um salto de quase 20%.

Como a Petrobras (PETR4) seguia a política de paridade internacional (PPI), política posteriormente alterada pelo Governo Lula, a estatal repassou a valorização do petróleo e do dólar para os combustíveis nas refinarias. A gasolina e o diesel no Brasil subiram, um peso importante para a alta a inflação brasileira naquele ano.

A gasolina é o time de maior peso individual na composição do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Cada 1% de alta no preço nas bombas de combustíveis costuma elevar em 0,5 ponto percentual, destaca a equipe macroeconômica do Inter.

Mas há uma diferença importante: desde a extinção do PPI, em 2023, a Petrobras não tem mais a obrigação de repassar as oscilações do petróleo imediatamente. “Nesse momento, a Petrobras tem uma margem para absorver esse choque, pelo menos incialmente, uma vez que o preço de distribuição tem ficado acima do preço importado ao longo desse início de 2026, diferentemente do que vimos em 2022, quando o conflito na Ucrânia iniciou em um momento em que os preços domésticos já estavam defasados em cerca de 10% frente ao internacional”, dizem André Valério e Gustavo Menezes.

Publicidade

O entendimento dos especialistas é que, embora o aumento do petróleo traga riscos inflacionários via combustíveis, a Petrobras tem margem para absorver o choque no curto prazo e a apreciação do real e a menor sensibilidade recente do IPCA ao repasse cambial indicam que a economia brasileira deve atravessar o episódio atual com impactos inflacionários limitados e temporários.

O real também tem papel importante nessa história. Desde que a guerra no Oriente Médio começou, o dólar teve dias de forte alta contra a grande maioria das moedas globais. Mas o movimento tem sido menos dramático contra a moeda brasileira. Como o País é um exportador da commodity, a divisa nacional acaba exposta às oscilações de preço: quando o preço do petróleo sobe 1% na semana, o real tende a se apreciar 0,1% frente ao dólar, calcula o Inter.

Nesta segunda-feira, por exemplo, o dólar à vista teve queda de 1,52% contra o real, a R$ 5,165, ainda que estivesse em alta no exterior.

Para Lucca Bezzon, analista de inteligência de mercado da Stonex, a distância do País também ajuda. “Observamos que outros grandes exportadores de petróleo, principalmente no Oriente Médio, mas também os Estados Unidos e outros produtores relevantes, têm algum tipo de relação direta ou indireta com o conflito. O Brasil, por sua vez, é um dos poucos exportadores relevantes que, ao que tudo indica, não tem envolvimento com a situação. Isso pode estar favorecendo algum fluxo de capital para o país, considerando que não há expectativa de uma disrupção relevante nas exportações brasileiras de petróleo”, diz.

Publicidade

Essa reação mais contida no câmbio também pode ajudar a amenizar os efeitos do conflito no Brasil.

Impacto na Selic?

Se o conflito perdurar, a pressão inflacionária gerada pela alta do petróleo e do dólar pode fazer o Comitê de Política Monetária (Copom) alterar a trajetória de juros no Brasil. O grupo se reúne na próxima semana, entre os dias 17 e 18, e deve iniciar o ciclo de cortes na Selic; a primeira redução em quase dois anos.

Antes dos EUA atacarem o Irã, o mercado esperava que a reunião de março traria um corte de 0,5 ponto percentual. Agora, no entanto, já não há tanto consenso. Como mostramos aqui, aumentaram as chances de um ajuste de 0,25 p.p.

A economista-chefe da Mirae Asset Brasil, Marianna Costa, concorda que o acirramento das tensões tende a elevar a cautela da autoridade monetária, mas, por ora, não altera o cenário-base. “A curva de juros precifica que o ciclo terá início com um corte de 50 pontos base (pb)”, diz. Para ela, o aumento das tensões pode reduzir as chances de uma aceleração no ritmo de cortes ao longo do ano, tornando o ciclo de afrouxamento um pouco mais lento. “Do ponto de vista do Copom, o que realmente preocupa não é o choque pontual, mas sua persistência e capacidade de contaminar expectativas”, complementa Costa.

Ricardo Trevisan, CEO da Gravus Capital, afirma que a chance de um corte de 25 pb aumentou, mas ele trabalha com a uma probabilidade de 30% de isso acontecer, contra 70% do corte de 50 bp. Para o executivo, a Selic terminal, ao final de 2026, pode subir marginalmente, algo como 25 pb, “muito mais por prêmio de risco do que por mudança estrutural”.

Publicidade

Aos poucos, essa incerteza começa a aparecer até no Boletim Focus. Na edição desta segunda-feira (9), a primeira após a piora no cenário internacional, a mediana das projeções para a Selic ao final de 2026 subiu de 12,00% para 12,13%. As projeções para 2027, 2028 e 2029 não se alteraram.

A curva de juros também sofre

A incerteza em relação ao futuro da inflação e da Selic nesse novo contexto global tem feito peso na curva de juros brasileira. Há uma semana, a taxa de depósito interfinanceiro (DI) para janeiro de 2027 era de 13,296%. Na tarde desta segunda-feira, operava em 13,505%.

A pressão foi maior no curva longa. O DI para 2029 foi de 12,728% na última segunda-feira (2) para os atuais 13,315%, enquanto o vencimento de janeiro de 2031 avançou de 13,117% para 13,600%.

Isso se refletiu na precificação dos títulos do Tesouro Direto. O Tesouro IPCA+ 2032 está sendo oferecido com o maior retorno da série histórica do ativo, iniciada este ano, de 7,80% de juro real por ano. Antes da guerra começar, no fechamento de fevereiro, a taxa era de 7,39% ao ano. O retorno do IPCA+ com vencimento em 2040 foi de 6,96% para 7,29% no mesmo período.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Conteúdo E-Investidor
  • Dolar
  • Inflação
  • Petróleo
  • Taxa de juros
Cotações
09/03/2026 18h57 (delay 15min)
Câmbio
09/03/2026 18h57 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Como declarar investimentos do exterior no Imposto de Renda 2026

  • 2

    Imposto de Renda 2026: 6 dicas para já se preparar para a declaração

  • 3

    Ray Dalio: ordem global desmoronou e mundo entra agora na ‘lei da selva’; entenda a comparação com o período pré-Segunda Guerra

  • 4

    Ibovespa hoje fecha em alta, com disparada da Petrobras e falas de Trump sobre fim do conflito no Oriente Médio

  • 5

    Holding Familiar: blindagem patrimonial ou ilusão fiscal? O que está por trás da estratégia que virou febre entre famílias de alta renda

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Saque-aniversário do FGTS 2026: qual é a data limite para o resgate do valor em março?
Logo E-Investidor
Saque-aniversário do FGTS 2026: qual é a data limite para o resgate do valor em março?
Imagem principal sobre o Saque-aniversário do FGTS 2026: quem ainda pode realizar o saque em março de 2026?
Logo E-Investidor
Saque-aniversário do FGTS 2026: quem ainda pode realizar o saque em março de 2026?
Imagem principal sobre o Calendário do IPVA em março de 2026: veja as datas de pagamento do Ceará
Logo E-Investidor
Calendário do IPVA em março de 2026: veja as datas de pagamento do Ceará
Imagem principal sobre o Bolsa Família: a antecipação depende do final do NIS?
Logo E-Investidor
Bolsa Família: a antecipação depende do final do NIS?
Imagem principal sobre o Calendário do IPVA em março de 2026: veja as datas de pagamento da Bahia
Logo E-Investidor
Calendário do IPVA em março de 2026: veja as datas de pagamento da Bahia
Imagem principal sobre o Gás do Povo: quem pode receber até quatro vales por ano?
Logo E-Investidor
Gás do Povo: quem pode receber até quatro vales por ano?
Imagem principal sobre o Saque calamidade do FGTS: como funciona a habilitação do município?
Logo E-Investidor
Saque calamidade do FGTS: como funciona a habilitação do município?
Imagem principal sobre o Imposto de Renda 2026: como é feita a declaração?
Logo E-Investidor
Imposto de Renda 2026: como é feita a declaração?
Últimas: Mercado
Ibovespa hoje: Azzas (AZZA3) lidera altas; MRV (MRVE3) tomba após balanço do 4T25
Mercado
Ibovespa hoje: Azzas (AZZA3) lidera altas; MRV (MRVE3) tomba após balanço do 4T25

Dia foi marcado por novo salto do petróleo, o que favoreceu as ações da Petrobras (PETR3;PETR4)

09/03/2026 | 18h54 | Por Beatriz Rocha
Petróleo dispara com guerra no Oriente Médio e movimenta a B3: veja quem ganha e quem perde
Mercado
Petróleo dispara com guerra no Oriente Médio e movimenta a B3: veja quem ganha e quem perde

Escalada do conflito no Oriente Médio leva barril a perto de US$ 120, impulsiona petroleiras na Bolsa e pressiona setores como varejo e companhias aéreas.

09/03/2026 | 17h35 | Por Daniel Rocha
Como se posicionar na renda fixa neste mês, segundo o Itaú BBA
Mercado
Como se posicionar na renda fixa neste mês, segundo o Itaú BBA

Banco recomenda títulos de crédito privado mais seguros em momento de aperto no mercado

09/03/2026 | 16h08 | Por Marília Almeida
Raízen (RAIZ4): ação cai 7% e mantém-se na mínima histórica após leilão por oscilação máxima
Mercado
Raízen (RAIZ4): ação cai 7% e mantém-se na mínima histórica após leilão por oscilação máxima

Neste momento, os papéis preferenciais da maior produtora de bioenergia do mundo soma quase 9 mil negócios, sustentados por Genial e XP

09/03/2026 | 15h32 | Por Amélia Alves

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador