Às 11h10 (de Brasília), o barril do WTI para abril caía cerca de 7,1%, a US$ 88,02, enquanto o Brent para maio recuava em torno de 7,53%, na faixa de US$ 91,51. Durante a madrugada, as perdas chegaram a se aproximar de 9%, num movimento corretivo depois do salto recente nos preços provocado pelo início da guerra
Mercado recalibra o risco
A fala de Trump muda o humor do mercado porque sinaliza uma possível saída diplomática para a guerra, que já dura 11 dias. O presidente americano disse ter conversado com seu homólogo russo, Vladimir Putin, sobre propostas para uma solução política rápida.
O Irã voltou a ameaçar bloquear exportações de petróleo da região enquanto continuar sob ataque, reacendendo o temor de interrupções no fluxo da commodity pelo Estreito de Ormuz, um dos principais corredores energéticos do planeta.
Segundo o diretor-executivo da Eurasia Group para as Américas, Christopher Garman, o cenário-base ainda aponta para alguma normalização do mercado de energia nas próximas semanas. “Quanto maior a duração, maior o preço que Trump pagará domesticamente”, afirmou o analista, acrescentando que, nos Estados Unidos, “popularidade é preço de gasolina”. As declarações foram feitas em evento com empresários.
O recuo do petróleo alivia parte da pressão sobre inflação e custos de energia no mundo. Não por acaso, o movimento melhora o humor global, bolsas europeias sobem mais de 1% e os futuros de Nova York avançam levemente.
Às 11h10 (de Brasília), o movimento já aparecia com clareza na B3. As ações da Petrobras (PETR3; PETR4)) acompanhavam o tom negativo da commodity, com as ordinárias caindo 1,24%, a R$ 46,17, e as preferenciais recuando 1,97%, a R$ 42,31. O movimento também atingia PetroReconcavo (RECV3), que cedia 2,41%, a R$ 12,55, Prio (PRIO3) recuando 1,54%, a R$ 58,78, e Brava (BRAV3) com queda de 1,33%, a R$ 19,26.
Com informações Broadcast.