Nesta terça-feira (10), o mercado financeiro acompanhou o desempenho dos principais índices de Nova York. O Dow Jones teve baixa de 0,07%, o S&P 500 cedeu 0,21% e o Nasdaq registrou avanço de 0,01%.
Na sessão de hoje, os contratos futuros do petróleo fecharam em forte queda. O movimento foi influenciado por comentários de Trump, feitos na véspera, de que a guerra na região pode terminar em breve e de que já possibilidade de alívio em sanções ligadas à commodity.
Negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para abril fechou em baixa de 11,9% a US$ 83,45 o barril. Já o Brent para maio caiu 11,2% a US$ 87,80 o barril, negociado na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).
Mais cedo, porém, as declarações do Irã chegaram a limitar as perdas das cotações. O país afirmou que pode bloquear exportações de petróleo enquanto estiver sob ataque, o que inicialmente trouxe volatilidade ao mercado de energia.
Dólar recua frente a moedas fortes
No mercado de câmbio, o dólar hoje operou em baixa ante outras moedas fortes, ampliando as perdas registradas no preção anterior. O movimento também refletiu as declarações de Trump, que contribuíram para pressionar os preços do petróleo.
O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana frente a uma cesta de seis divisas fortes, recuou 0,35% aos 98,826 pontos. O euro caiu a US$ 1,1615, a libra cedeu para US$ 1,3418 e o dólar subiu a 158,10 ienes.
Treasuries sobem
No mercado de renda fixa, os rendimentos dos Treasuries (títulos públicos norte-americanos) subiram. O juro da T-note de 2 anos avançou para 3,585%, enquanto o da T-note de 10 anos subiu para 4,151% e o do T-bond de 30 anos teve alta a 4,784%.
Agenda econômica no radar
Na agenda econômica desta terça-feira (10), os investidores acompanharam novos dados do setor imobiliário dos Estados Unidos, com a divulgação das vendas de moradias usadas, que subiram 1,7% em fevereiro ante janeiro no país, para o ritmo anual sazonalmente ajustado de 4,09 milhões de unidades, segundo pesquisa da Associação Nacional de Corretoras (NAR, na sigla em inglês). O resultado contrariou a expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam uma queda de 1,3%, ao ritmo anual ajustado de 3,860 milhões.
O mercado financeiro também monitorou um leilão do Tesouro norte-americano, que ofertou US$ 58 bilhões em T-notes de três anos. A taxa bid-to-cover, um indicativo da demanda, ficou em 2,55 vezes, ante 2,69 vezes na média de seis leilões.