As mineradoras e siderúrgicas se destacaram entre as maiores altas do dia, beneficiadas pelo fluxo estrangeiro e pelo maior apetite ao risco, deixando a queda do minério de ferro em segundo plano.
Nos Estados Unidos, todos os índices encerraram o pregão em queda. O S&P 500 caiu 0,80%; Dow Jones, 0,30%; e o Nasdaq, 0,61%. Heitor de Nicola, especialista de Renda Variável da Acqua Vero, explicou que sem uma agenda muito relevante, os norte-americanos se apagaram ao longo do dia aos balanços financeiros do terceiro trimestre e acompanharam falas dos dirigentes do Fed.
No radar também estava a queda da primeira-ministra britânica Liz Truss, diz Luiz Adriano Martinez, portfólio manager da Kilima Asset. “Com a saída dela, o desequilíbrio fiscal que poderia ocorrer com as taxas de juros inglesas foi dissipado”.
O dólar e o euro caíram 1,08% e 0,97% frente ao real na sessão, atingindo os R$ 5,22 e R$ 5,11, respectivamente. Nicola afirmou que a desvalorização da moeda norte-americana é reflexo do movimento do Ibovespa indo na contramão do exterior.
As três ações que mais desvalorizaram no dia foram Americanas (AMER3), Via (VIIA3) e Cyrela (CYRE3).
Americanas (AMER3): -13,77%, R$ 14,15
A Americanas terminou o dia em queda de 13,77%, a R$ 14,15. O desempenho negativo é reflexo do pessimismo em relação ao balanço da empresa relativo ao desempenho no terceiro trimestre, ainda não divulgado.
A AMER3 está em baixa de 16,67% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de 54,18%.
Via (VIIA3): -7,06%, R$ 3,03
Após a divulgação do CPI (inflação) dos Estados Unidos nesta semana, o mercado ficou bem receoso sobre quais seriam os próximos movimentos do Fed.
Alguns analistas veem uma alta de 0,75 ponto percentual, o que mexe na curva de juros do Brasil, impactando diretamente as varejistas.
A VIIA3 está em baixa de -5,02% no mês. No ano, acumula uma desvalorização de -42,29%.
Cyrela (CYRE3): -3,48%, R$ 17,74
A incorporadora e construtora Cyrela fechou a sessão com queda de 3,48%, a R$ 17,74. O movimento aconteceu porque os juros altos e inflação aumentam o risco de distratos imobiliários.
A CYRE3 está em baixa de -3,32% no mês. No ano, acumula uma valorização de 16,86%.