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Entenda o que motiva a retirada recorde de dinheiro da poupança

A aplicação mais famosa entre os brasileiros registrou saques de R$ 19,67 bilhões em janeiro

Por Jenne Andrade

15/02/2022 | 3:00 Atualização: 15/02/2022 | 8:36

Juros e inflação altos alimentam saques na poupança. Foto: Pixabay
Juros e inflação altos alimentam saques na poupança. Foto: Pixabay

Em janeiro de 2022, os saques na poupança superaram os aportes em R$ 19,67 bilhões, a maior retirada mensal registrada pelo Banco Central desde 1995. No ano passado, a aplicação mais famosa dos brasileiros também fechou no negativo. Durante os 12 meses, os saques líquidos chegaram a R$ 35,5 bilhões.

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Para efeito de comparação, em 2020 o movimento foi justamente o oposto. Investidores depositaram mais recursos do que retiraram e, no final, a captação líquida do período ficou em R$ 166,3 bilhões. O mesmo ocorreu em 2019, quando R$ 13,2 bilhões foram captados pela caderneta.

O aumento da inflação e dos juros no País estão entre as principais motivações para a retirada de valores da poupança. A alta dos preços encarece o custo de vida e faz com que os poupadores tenham que sacar parte da reserva para lidar com os gastos extra de começo de ano, como IPTU, IPVA, matrícula e material escolar.

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Soma-se a isso o aumento explosivo de famílias endividadas. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), em dezembro do ano passado 74,5% das famílias possuíam dívidas. É o maior percentual da série histórica que se iniciou em janeiro de 2010.

“Tem muitas saídas para a caderneta, pagar dívidas é uma delas. O custo da dívida do cartão de crédito, por exemplo, é muitas vezes maior que o rendimento da poupança”, afirma Mario Goulart, analista da O2Research. “E quando a bolsa dá uma animada o pessoal acaba indo junto.”

De fato, em 2022 o Ibovespa acelerou frente aos pares e acumula 9% de alta. O índice começou o exercício aos 104,8 mil pontos e atualmente caminha para encostar nos 114 mil pontos.

Defasagem

A escalada dos juros teve efeito direto sobre a rentabilidade da aplicação, que contribuiu para a disparada dos saques. A taxa básica da economia Selic está em 10,75% ao ano, com vistas a ultrapassar os 12% até dezembro, como previsto pelo Boletim Focus do Banco Central. Contudo, a poupança está bem longe de entregar esse nível de retorno.

Pela regra, quando os juros estão igual ou abaixo de 8,5%, a poupança rende 70% da Selic. Entretanto, quando acima de 8,5%, a caderneta passa a render 0,5% ao mês – o equivalente a 6,17% ao ano. Ou seja, os retornos não sobem mesmo com o ciclo de alta dos juros.

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“A inflação fechou em 10,06% em 2021 e a poupança acabou encerrando o ano passado com a pior rentabilidade real em 31 anos”, aponta Leo Dutra, analista de investimentos especializado em Opções. Rentabilidade real é a rentabilidade com o desconto da inflação. Quem investiu na poupança em 2021 teve o patrimônio corroído em 6,37%, segundo dados da Economatica.

Portanto, boa parte desse capital bilionário está indo para outras aplicações de renda fixa, que entreguem pelo menos 100% do CDI (taxa próxima à Selic). Segundo o relatório anual de pessoas físicas da B3, o número de investidores ativos no Tesouro Direto chegou a 1,8 milhão no final do ano passado, em um aumento de 26% em comparação a 2020.

O saldo investido nos títulos do Tesouro também passou de R$ 69,2 bilhões, em 2020, para R$ 76,7 bilhões em 2021. “Vimos migração para títulos do tesouro, renda fixa e até renda variável”, explica Dutra.

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Na renda fixa, o número de investidores com Certificados de Depósitos Bancários (CDBs) subiu 18% no mesmo período, passando de R$ 6,1 bilhões para R$ 7,2 bilhões. Entretanto, foi nas Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs) em que o aumento foi mais representativo: um salto de 73% na quantidade de CPFs.

“São 688 mil de pessoas físicas em LCA, saldo de R$ 176 bilhões e saldo mediano de R$ 126.757”, afirma a B3 em relatório. “Importante destacar que, assim como as LCIs, esse produto é isento de imposto de renda, tornando-o atrativo para o investidor em geral.”

Por terem tíquetes mais altos, a partir de R$ 1 mil chegando a até R$ 30 mil, as LCs são menos acessíveis. “Para investidores mais sofisticados, as Letras de Crédito Imobiliário (LCI) e do agronegócio (LCA) pagam mais que o CDI, tem isenção de IR para pessoa física, e garantia de FGC para montantes até 250 mil”, explica Goulart, da O2Research.

Rodrigo Beresca, analista de soluções financeiras da Ativa Investimentos, chama a atenção para os riscos de liquidez de LCIs e LCAs. “Apesar da isenção de imposto de renda, não são ideais para reservas de emergência porque têm prazos de vencimento de 180 dias em média”, afirma, reforçando que o ideal é aplicar em investimentos mais conservadores.

Opções melhores

Para quem está saindo da Poupança e pretende aproveitar o momento de juros de dois dígitos para rentabilizar melhor a reserva de emergência, uma opção acessível e segura é o próprio Tesouro Selic.

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O título é o mais conservador e paga a variação da Selic do período. Os CDBs também podem ser boas opções para o investidor pessoa física de renda mais baixa. “Lembrando que ele tem que fazer a conta pensando no imposto de renda (IR)”, ressalta Goulart. O imposto incide sobre o Tesouro Selic e os certificados bancários de forma progressiva, que varia de 22,5% (até 180 dias) a 15% (acima de 720 dias).

Para Beresca, além do Tesouro Selic, os fundos que seguem o CDI são mais fáceis para iniciantes. “São fundos que ficam colados na Selic, e com esses aumentos dos juros, estamos vendo boas oportunidades de ganho nessas aplicações”, explica.

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