A ação ocorreu no âmbito da “Operação Disclosure”, que busca elucidar a suposta participação dos ex-diretores da varejista na fraude contábil de R$ 25,3 bilhões, revelada ao mercado na noite de 10 de janeiro do ano passado.
A descoberta do rombo fez as ações AMER3 cederem 70% no pregão seguinte, em 11 de janeiro, e quase levou a companhia ao colapso. Na época, o responsável por divulgar aos investidores a existência da fraude foi o executivo Sérgio Rial, que estava há apenas 10 dias no cargo de CEO da Americanas, e o diretor financeiro André Covre, também recém-empossado. Logo depois, os dois abriram mão de suas respectivas cadeiras.
CEO por 20 anos
Antes de Sérgio Rial, o engenheiro Miguel Gutierrez havia sido CEO da Americanas por quase duas décadas. Ele ingressou oficialmente na companhia em 1993, na área financeira, e chegou ao principal cargo da empresa 10 anos depois.
Saicali, por sua vez, ingressou nas Lojas Americanas em 1997 e, em 2004, se tornou diretora de “Gente e Tecnologia”. Depois, ingressou como diretora-presidente da “Americanas.com”, onde conduziu o processo de aquisição do Shoptime, em 2005, e criou a B2W, em 2006 – empresa fruto da fusão da Americanas.com, Submarino e Shoptime.
Formada em artes plásticas e finanças corporativas, ela foi eleita presidente do Conselho de Administração da Americanas em meados de junho de 2018 e permaneceu no cargo até 2021. Também foi CEO da Ame Digital, carteira digital da Americanas.
Fora Gutierrez e Saicali, os agentes vasculharam outros 15 endereços ligados a ex-diretores da companhia no Rio de Janeiro, segundo o Estadão.