• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Mercado

Como fica a performance do setor elétrico sem a ajuda do governo

Redução do pacote de socorro sinaliza que chuvas ajudaram na recuperação do caixa de distribuidoras de energia

Por Luíza Lanza

19/01/2022 | 3:00 Atualização: 19/01/2022 | 7:24

Socorro às distribuidoras de energia deve ficar em R$ 4,5 bilhões. (Foto: Envato Elements)
Socorro às distribuidoras de energia deve ficar em R$ 4,5 bilhões. (Foto: Envato Elements)

A melhora nos reservatórios das usinas hidrelétricas nos últimos meses por causa do período de chuvas pode fazer com que o socorro financeiro ao setor elétrico caia de R$ 15 bilhões para R$ 4,5 bilhões. O redimensionamento no valor da operação foi antecipado pelo Estadão/Broadcast na segunda-feira (17), mas ainda não foi oficializado.

Leia mais:
  • EDP: 'Diversificar fontes energéticas é desafio no Brasil'
  • Ações da Eletrobras caem com interrupção de privatização
  • Larry Fink: Os próximos 1.000 unicórnios não serão de redes sociais
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Para especialistas, a redução do pacote de socorro é positiva no curto prazo, e sinaliza que o período chuvoso está ajudando na recuperação do caixa das empresas de distribuição de energia, o que diminui a necessidade de ajuda por parte do governo. “O que de certa forma é um problema social, para os reservatórios hídricos é uma excelente notícia. A palavra racionamento desapareceu por causa da chuva”, afirma o analista da Perfin, Marcelo Sandri.

Com a recuperação do nível dos reservatórios das hidroelétricas, parte do parque de geração de energia térmica – que estava acionado com capacidade máxima em 2021 – começou a ser desligado. O analista explica que a produção de energia via termelétricas caiu de 20 GWh (gigawatts-hora) em setembro do último ano para cerca de 11 GWh, produzidos atualmente.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Como a bandeira de escassez hídrica na conta de luz deve permanecer até abril, conforme previsto em decreto, as distribuidoras estão conseguindo recuperar parte do caixa que perderam, já que os custos da energia diminuíram enquanto as receitas seguem a tarifa emergencial.

“Como ainda estão arrecadando a mais com a bandeira de escassez hídrica, provavelmente devem chegar até o final de abril com uma necessidade de empréstimo menor. Daí que vem a redução do pacote de socorro”, explica Sandri.

Repasse nas tarifas

As empresas distribuidoras de energia, as quais se destina o auxílio por parte do Governo Federal, são intermediadoras entre as empresas produtoras de energia e o consumidor final. A margem de lucro, nesse caso, é gerada pela diferença do valor entre o custo da energia comprada pela empresa e a tarifa a ser repassada ao consumidor.

Pelo tipo de contrato que as empresas distribuidoras de energia têm com a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), todo aumento no custo de energia comprada é repassado às tarifas em reajustes anuais, o que garante o equilíbrio econômico e financeiro da concessão.

No momento atual, em que as termelétricas – que custam mais do que as hidrelétricas para produzir energia – foram acionadas, essa margem diminuiu. Na prática, as distribuidoras têm que suportar esse aumento de preço no custo da energia até a data do reajuste.

Publicidade

Leandro Saliba, head de renda variável da AF Invest, esteve em contato com várias empresas do setor nas últimas semanas e afirma que a maioria não vai precisar do empréstimo. Na visão do especialista, esse também pode ser um dos motivos por trás do reajuste no valor do pacote de socorro.

“É mais por estrutura de capital do que por melhora da crise hídrica. A gente conversou com várias, talvez a Light precise, outras menores também, mas várias outras maiores estão bem estruturadas e não vão pegar o empréstimo”, diz.

Sandri, da Perfin, concorda que o tamanho do desequilíbrio nas contas e, em consequência, a necessidade de empréstimo, varia de distribuidora para distribuidora. “O pacote de socorro também carrega custos, juros e encargos para o consumidor. Então quanto maior for a tarifa atual da distribuidora, mais complicado é você passar para a população um reajuste alto”, afirma.

Embora não altere o desempenho das empresas no longo prazo, Luiz Fernando Araújo, CEO da Finacap Investimentos, reforça a preocupação de que o pacote de socorro, no longo prazo, pode ser ruim no aspecto macroeconômico por alterar o movimento natural do mercado. 

Publicidade

“Todas as vezes que você administra preços isso gera problema. Você distorce os sinais, desequilibra o balanço de oferta e demanda do insumo, seja energia elétrica, seja petróleo. Se você dá um sinal de preço incorreto, você vai desincentivar investimentos em aumento de capacidade, demanda em um momento em que há escassez de oferta”, afirma Araújo.

Para João Beck, economista e sócio da BRA, a taxa básica de juros nos prazos mais longos onera a opção pelo empréstimo e pode pressionar outros indicadores macroeconômicos. “Entendo que a redução do socorro não se dá somente por conta da melhora da crise hídrica, mas também pelo encarecimento do crédito de socorro a essas mesmas empresas. No ambiente macro é ruim, pois deve ocorrer alguma pressão inflacionaria, motivo de uma alta mais forte nos contratos de juros DI”, explica sobre o comportamento do mercado na segunda (17).

Impacto nas ações

O Índice de Energia Elétrica da B3, que mede o desempenho médio das empresas do setor elétrico listadas na bolsa brasileira, passou a segunda-feira (17), dia em que a notícia foi antecipada pelo Estadão/Broadcast, operando perto da estabilidade.

As companhias que fecharam o pregão com o pior desempenho foram a Companhia Energética de São Paulo (CESP6) e a Companhia Energética do Ceará (COCE5), com quedas de 2,11% e 2,73% respectivamente.

Na terça (18), o IEEX seguiu em baixa de 0,06% mesmo com o desempenho positivo do Ibovespa, que subiu 0,28%. O destaque negativo é a Equatorial (EQTL3), que fechou o pregão com queda de 2,02%. Na outra ponta, os papéis da CESP se recuperaram após queda na segunda-feira (17), liderando as altas do setor com uma valorização de 1,26%.

Publicidade

Para os especialistas, porém, o comportamento das ações do setor está relacionado a outros fatores, variando de empresa para empresa. O pacote de socorro, por ter os custos repassados ao consumidor, não impacta no desempenho de mercado no longo prazo e, por isso, não altera as recomendações de investimento, afirmam.

Para Saliba, da AF Invest, as ações do setor elétrico já sofreram o impacto durante a crise hídrica e, agora, não há mais espaço para desvalorização. “Se você conhece o setor e é um investidor de mais longo prazo, é sempre oportunidade. Tem investidor que é de curto prazo que acaba vendendo os ativos porque vê que piorou o resultado. Mas o investidor de longo prazo espera”.

Na Perfin, a expectativa é positiva quanto ao desempenho das ações do setor. “A gente particularmente está muito positivo para 2022. Entre todos os setores da bolsa de valores, o setor elétrico é potencial na nossa visão”, afirma Marcelo Sandri.

Ele destaca que, apesar das incertezas relacionadas à privatização da Eletrobras, promessa de geração de receitas no setor, o cenário é mais tranquilo do que o esperado e segue sendo uma boa alternativa para investimentos. “O ponto mais importante é que o setor elétrico é um setor altamente gerador de caixa. Em um ano eleitoral, complexo do ponto de vista macroeconômico, os setores mais defensivos são, no geral, um porto seguro para o investidor”.

Publicidade

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel)
  • Conteúdo E-Investidor
  • Energia
  • Setor elétrico
Cotações
19/05/2026 15h35 (delay 15min)
Câmbio
19/05/2026 15h35 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    O novo comportamento da alta renda: como a concentração de riqueza mudou os gastos dos mais ricos

  • 2

    46 fundos multimercados ignoram crise da categoria e rendem até 388% do CDI

  • 3

    Fundos multimercados de gestores “estrelas” perdem protagonismo nos últimos três anos

  • 4

    Ibovespa hoje fecha em queda com petróleo a US$ 112 e baixa da Vale (VALE3); dólar cai a R$ 4,99

  • 5

    Vale esperar o dólar cair? Conheça a estratégia que reduz riscos em tempos de guerra

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Idosos precisam receber BPC para conseguir desconto na conta de água? Entenda como funciona
Logo E-Investidor
Idosos precisam receber BPC para conseguir desconto na conta de água? Entenda como funciona
Imagem principal sobre o 5 dicas de ouro para idosos não caírem em golpes financeiros e perder dinheiro
Logo E-Investidor
5 dicas de ouro para idosos não caírem em golpes financeiros e perder dinheiro
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: o que é o Tesouro Selic e quais alunos podem investir o dinheiro ganho para render?
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: o que é o Tesouro Selic e quais alunos podem investir o dinheiro ganho para render?
Imagem principal sobre o Quais idosos têm direito ao atendimento preferencial em bancos? Entenda como funciona
Logo E-Investidor
Quais idosos têm direito ao atendimento preferencial em bancos? Entenda como funciona
Imagem principal sobre o Pé-de-Meia: alunos podem investir em outro título do Tesouro Direto, além do Tesouro Selic? Entenda
Logo E-Investidor
Pé-de-Meia: alunos podem investir em outro título do Tesouro Direto, além do Tesouro Selic? Entenda
Imagem principal sobre o Idosos superendividados: entenda como renegociar dívidas com conta de gás
Logo E-Investidor
Idosos superendividados: entenda como renegociar dívidas com conta de gás
Imagem principal sobre o Idosos devem ter esta idade para receber desconto na conta de água
Logo E-Investidor
Idosos devem ter esta idade para receber desconto na conta de água
Imagem principal sobre o Restituição do Imposto de Renda 2026: esta é a data do último lote do pagamento
Logo E-Investidor
Restituição do Imposto de Renda 2026: esta é a data do último lote do pagamento
Últimas: Mercado
B3 tomba mais de 5% e lidera perdas do Ibovespa após confirmação de Christian Egan como CEO
Mercado
B3 tomba mais de 5% e lidera perdas do Ibovespa após confirmação de Christian Egan como CEO

Egan afirmou assumir a presidência da B3 com “grande senso de compromisso” e prometeu reforçar a agenda de inovação, tecnologia, proximidade com clientes e expansão de produtos

19/05/2026 | 14h43 | Por Igor Markevich
XP classifica Suzano (SUZB3), Klabin (KLBN11) e Weg (WEGE3) como papéis mais defensivos em movimentos de cautela no mercado
Mercado
XP classifica Suzano (SUZB3), Klabin (KLBN11) e Weg (WEGE3) como papéis mais defensivos em movimentos de cautela no mercado

Os analistas avaliaram o posicionamento recomendado em sua cobertura de mineração, siderurgia, papel e celulose e bens de capital

19/05/2026 | 12h46 | Por Luísa Laval
Safra avalia balanço da XP no 1T26 como fraco e destaca preocupação com composição de receitas
Mercado
Safra avalia balanço da XP no 1T26 como fraco e destaca preocupação com composição de receitas

Banco manteve recomendação neutra para os papéis da companhia, com preço-alvo de US$ 23, um potencial de valorização de 33% frente ao último fechamento

19/05/2026 | 11h35 | Por Luísa Laval
Com Neymar em campo, Copa deve aquecer o varejo no Brasil; saiba o que está em jogo
Mercado
Com Neymar em campo, Copa deve aquecer o varejo no Brasil; saiba o que está em jogo

Com jogos à noite, BTG Pactual aponta que Copa de 2026 tende a elevar consumo de carnes, bebidas e snacks, apesar dos juros altos

19/05/2026 | 11h06 | Por Isabela Ortiz

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador