• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Mercado

Reforma: fim do JCP deve elevar impostos das empresas na B3

Levantamento mostra o efeito para dez empresas que representam mais de 50% de participação no Ibovespa

Por Rebeca Soares

30/08/2021 | 3:00 Atualização: 29/08/2021 | 23:00

Paulo Guedes é defensor da tributação sobre dividendos. Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil
Paulo Guedes é defensor da tributação sobre dividendos. Foto: Marcelo Camargo/ Agência Brasil

Além dos dividendos distribuídos pelas empresas, os Juros sobre o Capital Próprio (JCP) são outro tipo de provento que remunera os acionistas. O texto da Reforma Tributária, que tramita na Câmara dos Deputados, propõe o fim desse tipo de rendimento. Economistas, governo, investidores e empresas discutem a proposta.

Leia mais:
  • As 25 maiores pagadoras de dividendos e JCP em 12 meses
  • Petrobras anuncia o pagamento de R$ 31,6 bilhões em dividendos e JCP
  • Copasa vai pagar R$ 55,1 milhões em juros sobre o capital próprio
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

Em levantamento exclusivo para o E-Investidor, o escritório Junqueira Ie Advogados analisou o impacto da Reforma para dez empresas que representam mais de 50% de participação no Ibovespa. Os cálculos foram feitos utilizando as demonstrações financeiras de 2020.

Segundo o estudo, a proposta do governo deve desestimular investimento estrangeiro e aumentar a tributação das médias e grandes empresas. Em relação às companhias menores, o imposto sobre dividendos afeta diretamente os sócios das empresas.

Publicidade

Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Sobre o impacto para investidores estrangeiros, a alíquota de 34% de Imposto de Renda corporativo é maior do que a média mundial. “Quando acumular com a tributação dos dividendos, ainda que haja uma redução parcial, teremos um aumento real do custo-Brasil”, diz Diego Enrico Peñas, advogado tributarista do Junqueira Ie Advogados. “Isso pode fazer com que os investidores antecipem o pagamento dos dividendos para antes da vigência da nova lei e já aproveitem para deixar o dinheiro no exterior.”

Se em 2020 a alíquota do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ) e da Contribuição Social Sobre Lucro Líquido (CSLL) dessas empresas fosse 10% menor, como propõe o governo hoje, as companhias teriam desembolsado R$ 6 bilhões de tributos.

Contudo, ainda considerando o balanço total de 2020, se elas não pudessem efetuar a dedução dos JCP pagos aos acionistas, outra proposta da Reforma, o valor pago seria de R$ 7,7 bilhões. O escritório de advocacia ressalta que esses cálculos não levam em conta a taxação adicional de 20% sobre os dividendos que os acionistas pagariam sobre as distribuições.

Na prática, as empresas pagariam R$ 1,7 bilhão a mais em impostos. Peñas ressalta que este valor é bem menor do que os R$ 4 bilhões de imposto a mais que seriam pagos caso fosse mantida a redução de apenas 5% do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ). Se consideradas as dez empresas com maior participação no principal índice da Bolsa, elas pagariam, juntas, 2,74% a mais em impostos.

Publicidade

“Vemos que a reforma tem sido adaptada para tentar equilibrar melhor a balança, mesmo que o aumento global ainda seja substancial. Mas é importante notar também que algumas empresas, em nível individual, serão bem mais impactadas que as demais do mercado, em especial Itaú Unibanco e Ambev, que são responsáveis pela maior fatia dos valores pagos via JCP”, afirma.

Setores mais afetados

Na avaliação de Peñas, as companhias mais afetadas são aquelas com maior patrimônio. Ou seja, empresas que fabricam mercadorias têm um grau elevado de custos, aumentando os gastos.

“Uma das posições do governo para justificar a exclusão do JCP é de que ele não atinge só a utilidade e o endividamento das empresas continua alto. Isso é verdade de certa forma. Entretanto, o alto endividamento das empresas é um problema global”, destaca Penãs.

O impacto do fim do JCP para o investidor

Diogo Silva, assessor de investimentos na iHUB Investimentos, explica que o JCP pode ser mais vantajoso do que os dividendos, já que a dedutibilidade de imposto é menor.

“No primeiro momento, haverá um aumento da parcela que será tributada. Ou seja, se o lucro líquido for inferior, o acionista recebe uma parte menor de lucro”, afirma.

Para Ricardo Teixeira, coordenador do MBA em Gestão Financeira da FGV, o maior beneficiado é o governo. “Possivelmente, a sociedade em geral pode ter vantagem, desde que se transforme em investimentos públicos de interesse da população”, aponta. Por outro lado, segundo Teixeira, empresas e investidores devem ser prejudicados, por perderem a oportunidade de usar um artifício permitido pela legislação de atração de investimento e remuneração.

Publicidade

“O lucro faz parte da atividade empresarial e deve ser visto como um ‘bem’ necessário para que o ambiente de negócios prospere, atraia empresas instaladas em outros países e empreendedores locais sintam-se seguros para iniciar novos negócios”, afirma.

Para José Cataldo, head de Research da Ágora Investimentos, a influência para o investidor não é de forma direta. “O JPC é importante para o planejamento tributário da empresa. Mas o que investidor deve ficar mais atento em relação à Reforma Tributária é a proposta de taxação dos dividendos em 20%”, diz.

A diferença entre JCP e os dividendos

Enquanto os dividendos são uma porcentagem do lucro líquido, o JCP é uma taxa aplicada sobre o patrimônio líquido das empresas. De autoria do Poder Executivo, o Projeto de Lei (PL) nº 2.337/2021 prevê a extinção do instrumento que serve como atrativo de investidores ao dar dedutibilidade fiscal para empresas. Além disso, a reforma propõe a tributação de 20% dos dividendos.

Segundo a Agência de Notícias da Câmara, o governo defende que o JPC foi criado em tempos de inflação galopante e juros altos. Para o Executivo, o objetivo se perdeu porque o mercado de crédito está mais evoluído e por conta da diminuição dos juros em relação à época de criação. “Apesar de popular, a medida tornou- se ineficaz para garantir o investimento das empresas”, defende o governo.

O JPC é calculado a partir da Taxa de Longo Prazo (TLP), ajustada mensalmente. Até então o valor era distribuído a partir da Taxa de Juros de Longo Prazo, atualizada trimestralmente.

Publicidade

De acordo com Murillo Torelli Pinto, professor de Contabilidade Financeira e Tributária da Universidade Mackenzie, o JCP é uma “jabuticaba”, termo utilizado para designar o que só existe no Brasil e foi criado com o objetivo de fazer a correção monetária do patrimônio líquido das empresas após o Plano Real.

“JCP foi uma alternativa para a empresa apresentar ao investidor uma remuneração e oferecer um custo de oportunidade em relação a outro investimento no mercado financeiro”, explica. Ele reforça que a função desse tipo de provento, além de atrair investidores, é de ser uma ferramenta dedutível para o planejamento do Imposto de Renda das companhias.

Por outro lado, se for considerada a lógica contábil, ele garante que a existência do artefato acontece porque a inflação continua existindo e o provento atrai investidores. “Em 1995, após o Plano Real, as empresas não puderam fazer a correção monetária integral do balanço, já que a inflação estava controlada”, explica.

Torelli complementa que o provento tem característica de corrigir o patrimônio do acionista pela empresa. Entretanto, por ser uma particularidade do mercado brasileiro, pode afetar a participação de investidores estrangeiros.

Publicidade

“É uma lógica que só existe no mercado brasileiro. Faz sentido, mas se você quiser padronizar o sistema financeiro com o resto do mundo, fica confuso para atrair o investidor estrangeiro”, avalia.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Conteúdo E-Investidor
  • Ibovespa
  • Imposto de Renda
  • Impostos
  • JCP
  • lucro líquido
  • Reforma tributária
Cotações
31/12/2025 19h07 (delay 15min)
Câmbio
31/12/2025 19h07 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    CDBs do Banco Master: o que acontece com a garantia do FGC se a liquidação for revertida

  • 2

    Bolsa, fundos ou criptos? Veja o ranking dos melhores investimentos em 2025

  • 3

    Onde investir em fundos em 2026: estratégias para um ano com oportunidades reais

  • 4

    Ibovespa resiste perto dos 160 mil pontos no fechamento, apesar da queda de Vale (VALE3) e bancos

  • 5

    Ibovespa hoje toca os 162 mil pontos e fecha em alta de 0,40% com dados de emprego no Brasil e ata do Fed no último pregão de 2025

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o Mega da Virada 2025: que horas sai o resultado do sorteio especial?
Logo E-Investidor
Mega da Virada 2025: que horas sai o resultado do sorteio especial?
Imagem principal sobre o Resultado da Quina 6915: SORTEIO SERÁ EM NOVO HORÁRIO
Logo E-Investidor
Resultado da Quina 6915: SORTEIO SERÁ EM NOVO HORÁRIO
Imagem principal sobre o Como será assistência para vítimas de violência doméstica não seguradas pelo INSS?
Logo E-Investidor
Como será assistência para vítimas de violência doméstica não seguradas pelo INSS?
Imagem principal sobre o Saiba quais são as chances de acertar os seis números da Mega da Virada e faturar R$ 1 bilhão
Logo E-Investidor
Saiba quais são as chances de acertar os seis números da Mega da Virada e faturar R$ 1 bilhão
Imagem principal sobre o Quem pode realizar o saque do FGTS ainda em 2025?
Logo E-Investidor
Quem pode realizar o saque do FGTS ainda em 2025?
Imagem principal sobre o Rodízio suspenso em São Paulo: veja até quando é possível dirigir sem multa
Logo E-Investidor
Rodízio suspenso em São Paulo: veja até quando é possível dirigir sem multa
Imagem principal sobre o Violência doméstica: como será a assistência para mulheres seguradas pelo INSS?
Logo E-Investidor
Violência doméstica: como será a assistência para mulheres seguradas pelo INSS?
Imagem principal sobre o INSS: como é feita a organização dos pagamentos
Logo E-Investidor
INSS: como é feita a organização dos pagamentos
Últimas: Mercado
Ibovespa: Natura se destaca no último pregão do ano; Embraer tem o pior desempenho
Mercado
Ibovespa: Natura se destaca no último pregão do ano; Embraer tem o pior desempenho

Índice da Bolsa terminou o dia em alta de 0,4%, aos 161.125,37 pontos; no ano, a valorização chegou a 34%

30/12/2025 | 19h46 | Por Jenne Andrade
Mercado hoje: último pregão de 2025 traz clima de calmaria e Ibovespa perto de alta histórica
CONTEÚDO PATROCINADO

Mercado hoje: último pregão de 2025 traz clima de calmaria e Ibovespa perto de alta histórica

Patrocinado por
Ágora Investimentos
Os rumos da Bolsa de Valores em 2026 e que você precisa acompanhar
Mercado
Os rumos da Bolsa de Valores em 2026 e que você precisa acompanhar

Com juros em trajetória de queda e ações ainda descontadas, o Ibovespa pode oferecer boas oportunidades em 2026. Veja os investimentos que devem se destacar

30/12/2025 | 05h30 | Por E-Investidor
Ibovespa hoje toca os 162 mil pontos e fecha em alta de 0,40% com dados de emprego no Brasil e ata do Fed no último pregão de 2025
Mercado
Ibovespa hoje toca os 162 mil pontos e fecha em alta de 0,40% com dados de emprego no Brasil e ata do Fed no último pregão de 2025

O índice da B3 encerrou hoje com alta de 33,95%, a maior em nove anos, apesar da fraqueza em NY. Veja como a Bolsa reagiu às notícias de hoje (30)

30/12/2025 | 04h45 | Por Igor Markevich

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2025 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador