

As investidas de Elon Musk na política brasileira parecem ser um escape da dura realidade enfrentada pela empresa que ele fundou e comanda, a Tesla (TSLA34), pioneira no desenvolvimento de carros elétricos de alto desempenho.
As ações da companhia já desvalorizaram 40% em 2024 e as perspectivas não são boas para a empresa que vai divulgar seus resultados do primeiro trimestre nesta terça (23), após o fechamento do mercado. Hoje, os papéis da empresa operam com mais de 2% de valorização. Já os BDRs da companhia seguiam o movimento dos papéis negociados na Nasdaq, e acumulavam perdas no ano de 39% no início da tarde desta terça (23).
Em Wall Street analistas projetam uma queda de 7% para 11% nas margens de lucro da empresa, reflexo de um crescimento de vendas mais fraco. O aumento da concorrência no mercado com a atuação de montadoras chinesas adicionam pessimismo para as ações da empresa.
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Na segunda-feira (22), as ações da companhia chegaram a cair 43%, batendo US$ 145,05, após o anúncio da redução de preços em seus automóveis nos Estados Unidos e China. A companhia entregou 387 mil unidades no primeiro trimestre, queda de quase 9% na comparação ano a ano.
Elon Musk, o protagonisa
A fala de Elon Musk durante a conferência de resultados do trimestre é bastante aguardada pelo mercado. A expectatativa é que ele explique a nova estratégia de preços da Tesla, detalhe os planos para um modelo mais popular e comente a demanda por seus carros elétricos e do software da companhia para carros autônomos, além do evento de lançamento do robotaxi em agosto.
No início de abril, Musk anunciou o dia 8 de agosto como a data de lançamento do robotaxi. O anúncio alimentou especulações de que a companhia havia abandonado seu plano de produzir um carro elétrico mais barato, o chamado Model 2.
Musk aposta todas as suas fichas no sucesso do carro autônomo, que permitirá a venda de um software como um serviço por assinatura, além da possibilidade de operar frotas de táxis robôs. A Tesla disponibilizou uma amostra grátis do seu software chamado Full Self Driving. O programa pode fazer a maior parte das tarefas de direção ao longo de um percurso, mas ainda precisa da supervisão de um motorista humano.