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Mercado

Por que investir na Pague Menos, que comprou Extrafarma

O negócio foi bem recebido pelo mercado. Veja a recomendação dos analistas

Loja da rede de farmácias Pague Menos
Loja da rede de farmácias Pague Menos. Foto: Divulgação/Pague Menos
  • Com a aquisição, a rede de farmácias cearense passará de 1.101 para 1.503 lojas no Brasil
  • Na data do anúncio, a ação ordinária PGMN3 saltou 9,6%. Um dia depois, todavia, o papel sofreu um recuo de 0,5%
  • Para a XP, a operação é positiva para a Pague Menos e poderia adicionar até R$ 3,50 no preço da ação, assumindo que a companhia consiga capturar o topo da estimativa de sinergias

A Pague Menos (PGMN3) decidiu ir às compras e desembolsar R$ 700 milhões pela rede Extrafarma, do grupo Ultrapar (UGPA3). A operação, divulgada na terça-feira (18), é vista como positiva para as duas companhias: enquanto a Pague Menos ganhará escala em número de lojas no País, a Ultrapar efetiva o seu plano de desinvestimentos.

Após o anúncio, a ação ordinária PGMN3 saltou 14,5%, com cotação máxima de R$ 12,40 ao longo do dia, mas foi negociada ao fim do pregão a R$ 11,77 — alta de 9,6% em relação ao preço da véspera. Na quarta (19), todavia, a ação sofreu um leve ajuste e encerrou o dia cotada a R$ 11,71 (-0,5%).

O papel UGPA3, por sua vez, chegou a crescer 2,3% no dia do anúncio, mas encerrou as negociações na B3 em queda de 1,2%, cotado a R$ 20,16. No fechamento do pregão de quarta, a ação da companhia registrou alta de 0,8%, com preço de R$ 20,33.

Para Ilan Arbetman, analista de Research da Ativa Investimentos, a expectativa é que a criação de sinergias possa tornar o business da Extrafarma mais interessante para a Pague Menos do que já foi para a Ultrapar.

“Ainda que o valor (R$ 700 milhões) represente apenas 30% da quantia (R$ 1 bilhão) paga pelo Grupo Ultra em 2014, consideramos a alienação do business positiva para Ultrapar”, afirma Arbetman. “A companhia cessará uma atividade que estava perdendo valor ao longo dos últimos anos e utilizará os recursos em sua reorganização de modo a operar o mercado de óleo e gás de forma dedicada.”

Com a aquisição, a rede de farmácias cearense passará de 1.101 para 1.503 lojas no Brasil — uma aceleração de três anos no plano de expansão, segundo a companhia —, aumentando sua presença nas regiões Norte e Nordeste e em São Paulo.

A operação, que ainda carece de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), será paga em três parcelas: uma de 50% na data de fechamento e mais duas de 25% em 12 e 24 meses.

Vale a pena investir na Pague Menos agora?

Para a XP, a operação é positiva para a Pague Menos e poderia adicionar até R$ 3,50 no preço da ação, assumindo que a companhia consiga capturar o topo da estimativa de sinergias. Entre os destaques, a corretora vê o fortalecimento do posicionamento da marca em seu público alvo, a proteção contra um potencial competidor entrando no seu mercado e prejudicando seus resultados, além de espaço para captura de sinergias.

A casa de investimento reiterou sua recomendação de compra para o papel, com preço-alvo de R$ 13 ao final de 2021.

“Vemos a Pague Menos muito melhor posicionada para liderar a reestruturação da Extrafarma, versus a Ultrapar, dada a sua experiência no setor, o público-alvo e a atuação nas regiões Norte e Nordeste. Além disso, ela conta com diversos executivos experientes, que já estiveram envolvidos em transações de M&A (fusão e aquisição) no setor”, escrevem Danniela Eiger, Gustavo Senday e Thiago Suedt, analista de varejo da XP.

Com o acréscimo de 402 lojas da Extrafarma, a Pague Menos só perderá em número de lojas para a RaiaDrogasil (RADL3). Em termos de faturamento, ficará em terceiro lugar, atrás da Drogarias Pacheco São Paulo (DPSP).

“Com essa aquisição, a empresa reforça a sua participação de mercado nas regiões Norte e Nordeste: de 19,5% para 23,3% no Nordeste e de 9,9% para 18,9% no Norte, com market share nacional elevado de 5,7% para 7%”, destaca a Levante Ideias de Investimento.

A casa de análises lembra ainda que os ganhos de sinergia foram estimados pela Pague Menos entre R$ 150 milhões e R$ 250 milhões por ano. Apesar de reconhecer os potenciais, a Levante não tem cobertura da companhia e as ações não estão nas carteiras da casa no momento.

O Credit Suisse diz que a operação é atraente porque a Pague Menos está pagando um valor por loja de R$ 1,7 milhão, quase a mesma quantidade de investimento orgânico por nova unidade.

Em outras palavras, em vez de prospectar e negociar cada nova vaga de loja orgânica (que pode levar um ciclo de nove a doze meses entre negociação, contrato e abertura de loja), a empresa conseguiu encontrar um “atalho” para acelerar sua consolidação no Norte Nordeste, com mais de 400 lojas sem prêmio pago, em vez de fazer a expansão por conta própria em um cronograma bem mais longo.

“Considerando nossas estimativas de 110 a 150 inaugurações de lojas orgânicas por ano, essa mudança antecipa o que provavelmente levaria cerca de três anos para ser feito organicamente”, escrevem os analistas Victor Saragiotto e Pedro Pinto.

O Credit Suisse reiterou sua recomendação outperform (desempenho acima da média), com preço-alvo de R$ 13,50.

 

 

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