Tamanha oportunidade faz os investidores apostarem na valorização da Weg, que tem um dos maiores indicadores de preço sobre valor patrimonial da ação na bolsa, o famoso P/VPA. Mais do que isso, a fabricante de motores elétricos é a primeira colocada no Prêmio Broadcast Empresas feito pela Agência Estado em parceria com a FGV EESP, referente ao ano de 2021. Veja o ranking completo com as 10 melhores empresas para investir.
A companhia levou para casa mais dois troféus, nas categorias especiais Novo Mercado e Sustentabilidade, por ser a mais bem colocada no ranking a também pertencer aos índices respectivos IGC-NM e ISE, da B3. “É uma grande satisfação chegar ao topo do ranking”, diz o executivo, lembrando que nas últimas duas edições, de 2019 e 2020, a Weg ficou na segunda posição.
No ano passado, mesmo em meio às condições adversas de mercado, provocadas pela pandemia de coronavírus, a Weg registrou um crescimento de 34,9% na receita em relação a 2020. Para este ano, apesar das previsões de crescimento em ritmo menor para o Produto Interno Bruto (PIB), a empresa acredita que continuará entregando resultados positivos, puxados especialmente pelos segmentos de novos negócios e pelas exportações. “Temos boas oportunidades vindas dos novos negócios”, afirma Schmelzer.
De acordo com o executivo, esse cenário tem levado a Weg a seguir com o plano de investimentos para 2022, que prevê o aporte de R$ 1,5 bilhão em modernização e automação industrial, robotização das operações e em projetos para aumentar a capacidade de produção no País. “Colocaremos esforços no desenvolvimento de produtos mais eficientes”, diz o executivo, citando motores elétricos, processos e serviços voltados à indústria 4.0, sistemas de armazenamento de energia por baterias, tração elétrica para ônibus e caminhões e sistemas para recarga de baterias para veículos elétricos.
A mobilidade elétrica também abre caminho para a Weg capturar oportunidades em seus segmentos tradicionais de atuação na área de energia, como distribuição e geração, uma vez que essa tendência demanda redes mais robustas e maior produção de eletricidade. Na avaliação do executivo, o País tem condições de sobra para ocupar lugar de destaque nesse segmento, uma vez que por aqui existe uma cadeia de produção bem desenvolvida e volume de vendas de automóveis capaz de viabilizar o desenvolvimento de novos produtos e serviços. “Se tivermos as políticas certas e demanda, teremos condições de transformar o País num player global de veículos de transporte urbano elétricos”, comentou.
De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), em 2021 os automóveis elétricos e híbridos responderam por 1,8% das vendas de veículos leves, mas em 2035 podem responder por até 65% dos emplacamentos no País.
Para atender a este segmento, a companhia tem atuado no fornecimento de sistemas de tração elétrica (powertrain) e armazenamento em baterias para os automóveis. Na outra ponta dessa cadeia, a Weg vislumbra oportunidades na fabricação de equipamentos para estações de recarga e infraestrutura de rede para atender aos eletropostos. No Brasil, já tem parceria para ser fornecedora oficial de grandes montadoras, como Renault, Peugeot, Citroen, Jeep e Fiat. No exterior, iniciou a exportação para a Argentina, para atender aos veículos elétricos da marca DS do Grupo Stellantis.