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Eletrobras: empregados creem que crise nas Americanas pode impactar empresa

3G Radar, maior acionista preferencial da Eletrobras, tem como sócios os principais acionistas da Americanas

Eletrobras: empregados creem que crise nas Americanas pode impactar empresa
Logo da Eletrobras 9/04/2019 REUTERS/Brendan McDermid
  • Após escândalo da Americanas, empregados da Eletrobras chamaram a atenção para a interferência que o mesmo grupo de acionistas da varejista tem na ex-estatal
  • Após a privatização, em julho do ano passado, o fundo 3G Radar ficou como o maior acionista preferencial da Eletrobras
  • A Aeel destaca ainda que outro fato em comum na gestão da 3G Radar na Eletrobras e na Americanas é o estabelecimento de uma relação estreita entre os executivos da companhia e os auditores da empresa, a PwC

Após a revelação do escândalo na Americanas (AMER3), a Associação dos Empregados da Eletrobras (Aeel) chamou atenção para a interferência que o mesmo grupo de acionistas da varejista tem na ex-estatal.

A 3G Radar, maior acionista preferencial da Eletrobras, tem como sócios Jorge Paulo Lemann, Marcel Herrmann Telles, Carlos Alberto Sicupira, principais acionistas da Americanas.

Após a privatização da Eletrobras (ELET6), em julho do ano passado, o fundo 3G Radar ficou como o maior acionista preferencial da Eletrobras, com 10,88%, acima da BNDESPar (6,68%), braço de participações do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que também possui 6,52% das ações preferenciais.

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Segundo a Aeel, Lemann, Telles e Sicupira têm visão de curto prazo, o que seria preocupante se tratando do setor elétrico.

“O novo escândalo contábil acende o sinal amarelo para a Eletrobras e deve servir de alerta ao novo governo brasileiro. Está cada vez mais claro que esse modelo de gestão produz apenas resultados de curtíssimo prazo, levando a grandes desastres em médio e longo prazo”, afirma a Aeel em nota.

Em documento divulgado nesta terça-feira (17), a associação informa que o Conselho de Administração da Eletrobras, sob influência da 3G Radar, aprovou recentemente uma nova política de recompra de ações e alterou sua política de pagamento de dividendos.

“Além disso, agraciou seus executivos com aumentos de 400% e adotou um novo método para premiar seus executivos com uma remuneração variável baseada em ações. Importa apenas a busca por lucros, dividendos e bônus no curtíssimo prazo”, afirmou a Aeel.

De acordo com a entidade sindical, assim como a Eletrobras, a Americanas passou por um aumento de capital e também está envolvida em suspeitas de uso de informações privilegiadas.

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A Aeel destaca ainda que outro fato em comum na gestão da 3G Radar na Eletrobras e na Americanas é o estabelecimento de uma relação estreita entre os executivos da companhia e os auditores da empresa, a PwC, avalizadora da privatização da Eletrobras.

“O envolvimento da PwC com escândalos contábeis não é nenhuma novidade. A auditoria já teve seus métodos questionados nos escândalos internacionais da WireCard, Evergrande e, no Brasil, da JBS”, disse a Aeel.

A Aeel também lembrou que o atual presidente da Eletrobras, Wilson Ferreira Junior, negociou, enquanto estava à frente da Vibra, uma parceria com a Americanas para exploração do negócio de lojas de conveniência dentro e fora de postos de combustíveis, resultando em uma operação que foi concretizada em fevereiro de 2022 e que agora poderá sofrer impacto.

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