Em relatório, o banco calcula que uma potencial junção entre a Azul e a Gol traria sinergias totais de US$ 500 milhões, com quase um terço disso sendo capturado 12 meses após o acordo.
“O principal ponto destacado pela gestão é que a receita combinada de ambas as empresas soma algo próximo de US$ 8 bilhões. Eles apresentaram um benchmark de nove outras fusões na indústria aérea, como Azul e Trip e United e Continental”, escrevem os analistas Lucas Marquiori e Fernanda Recchia.
Eles destacam que o acordo depende da conclusão bem-sucedida da reestruturação do Chapter 11 da Gol, esperada para abril, bem como de aprovações regulatórias e corporativas. “Se acontecer, se tornará um acordo emblemático na indústria aérea brasileira, unindo duas empresas antes consideradas incompatíveis para fusão”, dizem. O banco ressalta que os desafios recentes do setor, como o aumento de alavancagem e pressões cambiais, foram uma “força maior” por trás da vontade de se fundir.
O BTG tem recomendação de venda para os papéis da Gol, com preço-alvo de R$ 1,63, mesmo valor do último fechamento. Já para Azul, a recomendação é neutra, com preço-alvo de R$ 4,41, valor também igual ao fechamento anterior das ações da companhia.