Segundo a Moody’s, o rebaixamento da Azul reflete o início formal do processo de reestruturação da Azul, com expectativa de eliminação de mais de US$ 2 bilhões em dívidas.
Além do CFR, foram rebaixadas as notas de diversas dívidas emitidas por veículos financeiros ligados à empresa, incluindo títulos seniores com vencimentos entre 2028 e 2030, informou a classificadora, ressaltando, contudo, que as chances de recuperação para credores (tanto garantidos quanto não garantidos) são “limitadas”, e que o cenário financeiro da companhia indica um processo de reestruturação “complexo e demorado”.
Para sair do processo, a Azul planeja uma oferta pública de ações de até US$ 650 milhões, além de um possível aporte adicional de US$ 300 milhões por parte das companhias aéreas United Airlines e American Airlines, mediante certas condições.
“A perspectiva negativa reflete nossa visão de um período de recuperação prolongado para a Azul como parte da reorganização e sua flexibilidade financeira limitada, o que levará a perdas para credores garantidos e não garantidos”, destaca a Moody’s no relatório.
Na semana passada, a S&P Global Ratings tinha rebaixado os ratings de crédito de emissor na escala global e na escala nacional da Azul (AZUL4) de CCC- e brCCC-, respectivamente, para D, além do rating de emissão das notas seniores sem garantia da empresa com vencimento em 2026 de CC para D, e retirou o rating de recuperação “6” desta dívida.