A rede de clínicas oncológicas Oncoclínicas (ONCO3) teve prejuízo líquido de R$ 438,7 milhões no primeiro trimestre de 2026, ampliando o prejuízo de R$ 131,9 milhões registrado um ano antes.
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A rede de clínicas oncológicas Oncoclínicas (ONCO3) teve prejuízo líquido de R$ 438,7 milhões no primeiro trimestre de 2026, ampliando o prejuízo de R$ 131,9 milhões registrado um ano antes.
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De janeiro a março, a receita líquida do período foi de R$ 1,161 bilhão, redução de 22,3% em base anual de comparação. Segundo a companhia, a queda refletiu o desabastecimento de medicamentos nas clínicas durante o período, uma Provisão para Créditos de Liquidação Duvidosa (PCLD) mais elevada por ajustes contábeis e a continuidade de uma política comercial mais restritiva.
O resultado operacional antes do resultado financeiro ficou negativo em R$ 279,0 milhões, ante resultado positivo de R$ 56,2 milhões um ano antes. Já o resultado financeiro líquido foi negativo em R$ 157,1 milhões, piora de 6,0% na comparação anual. A companhia atribuiu o desempenho à menor posição de caixa, em meio à antecipação de recebíveis no trimestre anterior e à provisão relacionada a recursos depositados no Banco Master.
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Ao final de março, a dívida líquida da Oncoclínicas totalizou R$ 3,43 bilhões, alta de 10,7% em relação ao fim de 2025. O índice de dívida líquida sobre patrimônio líquido ficou em 5,52 vezes, ante 2,91 vezes no encerramento do ano passado. O índice de endividamento total avançou para 9,79 vezes, de 5,71 vezes.
Em abril, a companhia obteve waiver dos debenturistas para descumprimento de covenant financeiro e conseguiu na Justiça de São Paulo uma liminar suspendendo por 60 dias os efeitos de vencimento antecipado de dívidas e a exigibilidade de obrigações financeiras. A empresa também aprovou uma operação de financiamento de até R$ 150 milhões para viabilizar a compra de medicamentos.
Nas demonstrações financeiras divulgadas anteriormente, a Oncoclínicas já havia destacado a existência de “incerteza relevante” quanto à continuidade operacional da companhia, diante da necessidade de renegociação de passivos e reforço de liquidez.
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