“O cenário voltou a ser de maior incerteza com relação à trajetória da inflação americana, com a atividade ainda aquecida, principalmente o mercado de trabalho”, afirma a economista-chefe do Inter, Rafaela Vitória. Ela diz que os juros mais altos lá fora já tiveram impacto no câmbio de países emergentes.
Apesar da expectativa de dólar mais forte, o Inter manteve a projeção de desaceleração do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) a 3,9% no fim de 2024. Com isso, espera que o Banco Central continue diminuindo a taxa Selic em 0,5 ponto porcentual por reunião até junho e desacelere o ritmo a 0,25 ponto porcentual a partir do segundo semestre.
“Mantemos a expectativa de taxa em 8,5% no fim de 2024, mas os riscos no cenário externo e o andamento da política fiscal no cenário doméstico podem significar uma interrupção mais cedo do ciclo”, afirma a economista.
O Inter espera que o Produto Interno Bruto (PIB) cresça 2% este ano, em um cenário de consumo mais favorável no primeiro semestre e de retomada do investimento ao longo do ano, à medida que os juros caem.