A Suzano terá 51% de participação do capital social da JV e os 49% restantes ficarão com a K-C, que permanecerá com os demais ativos que não farão parte da transação, como seus negócios na América do Norte e outras JVs mantidas com terceiros.
“Em nossa opinião, a operação é positiva para a companhia, uma vez que representa uma ampliação relevante da atuação da Suzano no mercado internacional de tissue, por meio de marcas fortes e premium, e uma elevada escala que levará a Suzano à posição de 8º maior produtor global desta categoria”, destacam a analista Mary Silva.
A favor da Suzano, Silva inclui na conta a perspectiva de criar valor por meio de uma Taxa Interna de Retorno (TIR) “significativa”, que possibilitará o aumento da diversificação geográfica de operações e de mercados atendidos, além da maior participação de produtos de alto valor agregado no portfólio da Suzano.
“O negócio contribuirá também para a redução da volatilidade do fluxo de caixa consolidado da Suzano, que atualmente é bastante afetado pelas oscilações dos ciclos de alta e de baixa da celulose, segmento que atualmente representa 87% do Ebitda [lucro operacional] da empresa, enquanto a demanda no segmento de tissue é mais estável”, diz.
Ainda segundo a analista do BB BI, a JV não deverá elevar o patamar de alavancagem da companhia, diferentemente Projeto Cerrado, que, por ser greenfield (projeto novo), concentrou 100% dos desembolsos antes do incremento em Ebitda daquela operação.
O BB BI mantém o preço-alvo para Suzano em R$ 68 para o final de 2025, potencial de valorização de 36,6% sobre o fechamento da última quarta-feira (4).