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Para BB Investimentos, dados operacionais da Petrobras (PETR4) surpreendem

Os resultados fizeram o banco divulgar um novo preço-alvo para as ações da companhia

Para BB Investimentos, dados operacionais da Petrobras (PETR4) surpreendem
Tanque da Petrobras (Foto: Agência Petrobras/Geraldo Falcão)

Os dados operacionais da Petrobras (PETR4) no terceiro trimestre deste ano surpreenderam positivamente o analista do BB Investimentos Daniel Cobucci, para quem as mudanças na estratégia comercial “estão gerando o resultado esperado”. “Ou seja, maior participação de mercado e otimização do uso da capacidade de refino, o que deve se traduzir em bons números no resultado financeiro do período”. O balanço referente ao terceiro trimestre está previsto para ser divulgado no dia 9 de novembro.

Os bons resultados fizeram o banco divulgar um novo preço-alvo para as ações da companhia, de R$ 42 para 2024. Já a distribuição de dividendos no próximo ano deve ficar em 41,4% do lucro líquido, estimado em R$ 136,6 bilhões pelo BB, considerando a fórmula atual de distribuição de 45% do fluxo de caixa livre (FCL).

“Isso deve resultar em uma distribuição de R$ 3,84 por ação para 2023 (yield de 10%) e R$ 3,97 por ação para 2024 (yield de 10,4%)”, informa em relatório. A projeção, diz o analista, não considera uma eventual distribuição extraordinária, que pode ser impactada pela criação da reserva estatutária a ser aprovada em Assembleia Geral Extraordinária (AGE).

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“Esse volume de dividendos nos parece manter um yield atrativo para remunerar os investidores, mas também suficiente para fazer frente ao nível de investimentos previsto. Vale lembrar que a reserva estatutária também poderá ser utilizada para fazer recompra de ações, o que eleva o retorno para os acionistas”, explica.

Gás

De acordo com Cobucci, os números operacionais foram robustos em exploração e produção e em refino, apesar de dados menos animadores vindo do segmento de gás e energia. Ele destaca que houve aumento de 9,2% na comparação trimestral na produção média de óleo, gás e LGN, além de elevação do fator de utilização das refinarias, de 93% para 96%, e crescimento de 5,7% no volume de vendas para o mercado
interno.

“A companhia deve divulgar no próximo mês o seu novo plano de negócios para o período 2024-2028. A expectativa é de que o plano esteja mais alinhado com outras petroleiras globais, que vêm aumentando o volume de Capex (Capital expenditure, em inglês, que em suma significa investimento) destinado à diversificação da atuação, com mais projetos ligados a segmentos de baixa pegada de carbono”, destaca.

Apesar do aumento em descarbonização, a limitação dos investimentos a 15% do total é considerado positivo pelo analista, já que garante que o investimento principal seguirá sendo o core business, a exploração no pré-sal, “que tem condições excepcionais de baixo custo de extração e crescimento de volumes com a agenda de novas plataformas previstas”, avalia.

Ainda de acordo com Cobucci, as mudanças estatutárias para se alinhar a eventuais mudanças nas regras da Lei das Estatais, processo em andamento no Supremo Tribunal Federal (STF), anunciadas esta semana, devem fazer com que os investidores apliquem um prêmio de risco maior à companhia, “fator que por ora segue compensado pelo forte desempenho econômico financeiro e operacional”, conclui. Ele ressalta que a medida deveria ter sido tomada apenas quando o processo do STF fosse concluído, mas que é neutra na sua execução, já que a estatal terá que continuar cumprindo a Lei das Estatais, seja qual for a decisão do STF.

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