Como mostramos aqui, a nova rodada de ataques de Israel contra alvos em Teerã e Beirute, somada ao alerta do secretário de Defesa dos EUA, Peter Hegseth, de que os bombardeios podem “aumentar dramaticamente” no Irã, amplia o temor de choques de oferta de energia e reforça as preocupações inflacionárias globais.
Segundo Abdelaziz Albogdady, estrategista da FXEM, a alta da energia tem levado investidores a reavaliar o cronograma de cortes de juros do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), o que sustenta os rendimentos dos Treasuries.
Em paralelo a esse o contexto, os investidores cripto também repercutem os dados do relatório de emprego dos Estados Unidos (payroll) que vieram acima das expectativas. A taxa de desemprego dos EUA subiu para 4,4% em fevereiro, ante 4,3% em janeiro, segundo relatório divulgado pelo Departamento do Trabalho do país nesta sexta-feira. Analistas consultados pelo Projeções Broadcast esperavam manutenção da taxa em 4,3%.
O relatório, conhecido como payroll, também mostrou revisão para baixo do resultado de empregos em janeiro, de aumento de 130 mil vagas a alta de 126 mil vagas, e de dezembro, de criação de 48 mil para eliminação de 17 mil postos de trabalho.
Ainda assim, analistas avaliam que o bitcoin permanece em uma zona de consolidação de preço, mesmo diante da cautela global escalada do risco global, após com a liquidação em massa em fevereiro. “Do ponto de vista técnico, o Índice de Força Relativa (RSI) permanece ligeiramente acima de 50, indicando uma melhora na pressão compradora, ainda longe de níveis de sobrecompra. Esse cenário sugere um viés de continuidade do movimento, mais alinhado a uma consolidação saudável do que a uma fase de exaustão”, diz Guilherme Prado, country manager da Bitget.
Com informações do Broadcast*