

O boletim Focus do Banco Central (BC) atualizou, nesta segunda-feira (24), os principais indicadores econômicos, como Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e taxa Selic.
A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2025 caiu pela segunda semana seguida, de 5,66% para 5,65%. Agora, está 1,15 ponto porcentual acima do teto da meta, de 4,50%. Um mês antes, também estava em 5,65%. Considerando só as 98 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana passou de 5,68% para 5,66%.
A projeção para o IPCA de 2026 subiu de 4,48% para 4,50%, já colada ao teto da meta. Um mês antes, estava em 4,40%. Considerando apenas as 94 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, permaneceu em 4,50%.
Publicidade
Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos
Na última quarta-feira, o Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) aumentou a taxa Selic em 1 ponto porcentual, de 13,25% para 14,25%, e informou antever uma nova alta de menor magnitude na próxima reunião, de maio.
O colegiado afirmou que o cenário para a convergência da inflação à meta continua “adverso.” Considerando a menor alta possível, de 0,25 ponto, o BC elevaria os juros a 14,50% – já o maior nível desde agosto de 2006, durante o primeiro governo Lula, quando o Copom reduziu a taxa Selic de 14,75% para 14,25%.
A partir de 2025, a meta passa a ser contínua, com base na inflação acumulada em 12 meses. O centro é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. Se o IPCA ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos, considera-se que o Banco Central perdeu o alvo.
O horizonte relevante do BC é o terceiro trimestre de 2026, quando o Copom espera uma inflação de 3,9%. A projeção para o IPCA de 2025 é de 5,1%. O balanço de riscos do comitê está assimétrico para cima.
A mediana do Focus para a inflação de 2027 permaneceu em 4,0% pela quinta semana consecutiva. A projeção para o IPCA de 2028 se estabilizou em 3,78%. Um mês antes, era de 3,79%.
Previsões do Focus para a Selic
A mediana do relatório Focus para a Selic no fim de 2025 permaneceu em 15,0% pela 11ª semana seguida. A estimativa sugere que os juros terão de avançar mais 0,75 ponto porcentual, após a decisão do Copom.
Publicidade
Considerando apenas as 82 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, mais sensíveis a novidades, a estimativa intermediária para a taxa básica de juros no fim de 2025 também permaneceu em 15,0%.
Com isso, o mercado espera que a Selic avance ao maior nível desde maio de 2006, no primeiro governo Lula, quando o Copom cortou a taxa de 15,25% para 14,75%. Nessa época, os juros estavam em queda depois de terem atingido 19,75% em maio de 2005, um dos maiores patamares do século XXI.
No comunicado da última reunião, o Copom reforçou que, para além de maio, o tamanho total do ciclo de aperto será ditado pelo seu “firme compromisso de convergência da inflação” e dependerá da evolução da inflação – especialmente dos componentes sensíveis à atividade econômica e à política monetária -, das projeções e expectativas de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos.
A mediana para a Selic no fim de 2026 ficou estável em 12,50% pela oitava semana consecutiva. Levando em conta apenas as 78 projeções atualizadas nos últimos cinco dias úteis, também permaneceu em 12,50%.
Publicidade
A estimativa intermediária do Boletim Focus para o fim de 2027 continuou em 10,50% pela sexta semana seguida. A mediana para a Selic no fim de 2028 se manteve em 10,0% pela 13ª semana consecutiva.