O índice Dow Jones fechou em alta de 0,40%, aos 44.502,44 pontos. Já o S&P 500 fechou com avanço de 0,06%, aos 6.309,62 pontos, renovando recorde de fechamento. O Nasdaq, por sua vez, terminou o dia com queda de 0,39%, aos 20.892,69 pontos.
Em dia marcado por balanços corporativos, a GM teve forte recuo de 8,12%, após anunciar queda nos lucros diante do elevado impacto de tarifas, ainda que o resultado tenha superado as projeções. A Coca-Cola fechou em queda de 0,64%, com receita ligeiramente aquém das expectativas.
A Lockheed Martin cedeu 10,82% com lucro abaixo das expectativas e, na esteira de resultados fracos, a Steel Dynamics fechou em baixa de 1,70%. Na contramão, porém, a Medpace disparou 54,67%, com lucro acima do esperado e aumento na projeção anual.
O setor de chips ficou entre as principais quedas da sessão. O esforço de US$ 500 bilhões anunciado pela Casa Branca para turbinar as ambições de inteligência artificial (IA) dos EUA tem tido dificuldades para decolar e reduziu seus planos de curto prazo. Diante disso, a Nvidia (-2,55%), a AMD (-1,45%) e as American Depositary Receipts (ADRs) da TSMC (-1,80%) fecharam em queda hoje.
A Kohl’s disparou 37,72% devido a um short squeeze, quando investidores que apostavam na queda foram forçados a comprar ações para cobrir perdas, após a discussão sobre o posicionamento vendido ter se tornado popular na internet.
Mesmo diante de informações de que o CEO da Tesla, Elon Musk, poderia voltar à política – um dos assuntos que fizeram com que a companhia tivesse grandes perdas desde o início do governo Trump –, a montadora fechou o dia em alta de 1,10%. Investidores seguem na expectativa pelo balanço da empresa, que deve ser divulgado amanhã.
Além da Tesla, Alphabet (0,65%), IBM (-0,97%) e AT&T (0,09%) divulgam números amanhã.
Juros operam em queda com incertezas sobre influência de Trump na autonomia do Fed
Os juros dos Treasuries operaram em queda nesta terça-feira pela terceira sessão consecutiva, em dia de agenda esvaziada, enquanto investidores seguem analisando incertezas em relação à independência do Federal Reserve (Fed) e ponderando o avanço de negociações tarifárias dos Estados Unidos.
Por volta das 17h (de Brasília), o juro da T-note de 2 anos recuava a 3,833%, o rendimento da T-note de 10 anos cedia a 4,341%, enquanto o juro do T-bond de 30 anos tinha baixa a 4,911%.
Em meio ao período de silêncio do BC, o chefe do Fed, Jerome Powell, apenas defendeu que bancos precisam ter liberdade para competir entre si e com instituições não bancárias. Hoje, o presidente Donald Trump disse que Powell faz “um trabalho horrível”, o acusou de trabalhar com “motivos políticos” e defendeu a redução das taxas de juros a 1%.
Segundo o Rabobank, as questões envolvendo a independência do Fed “se tornaram mais complexas” recentemente. “A independência do Fed não está garantida e já há sinais de que a influência de Trump sobre as decisões de política monetária aumentou. Não esperamos perda total de autonomia, mas vemos espaço para quatro cortes de juros em 2026, além de um movimento em setembro”, pontua o banco.
Na tentativa de conter as tensões, o secretário do Tesouro, Scott Bessent, afirmou hoje que “nada diz” que Powell deva renunciar agora e que ele “tem sido um bom servidor público”.
“Se Powell recebesse uma carta de demissão, haveria venda generalizada na ponta longa da curva dos Treasuries”, avalia o Berenberg. “Enquanto a ponta curta pode começar a precificar mais cortes pelo Fed, os rendimentos da ponta longa subiriam em meio a expectativas mais altas de inflação e a um aumento do prêmio de prazo.”
De fora do governo e do BC americanos, o presidente do Queen’s College e ex-chefe da gestora Pimco, Mohamed El-Erian, defendeu a renúncia de Powell, se o propósito do banqueiro central for o de resguardar a autonomia operacional do BC americano.
Dólar opera em queda com incertezas tarifárias e pressão renovada sobre Fed
O dólar operou em queda nesta terça-feira, em dia de agenda esvaziada. No radar do mercado, seguem as incertezas sobre a política comercial dos Estados Unidos e acerca da independência do Federal Reserve (Fed), com renovados ataques do presidente Donald Trump contra o chefe do Banco Central americano, Jerome Powell.
O índice DXY, que mede o desempenho do dólar frente a uma cesta de seis moedas fortes, fechou em queda de 0,47%, a 97,392 pontos. Por volta das 16h50 (de Brasília), o euro se valorizava a US$ 1,1753 e a libra tinha avanço a US$ 1,3530. A moeda americana ainda perdia terreno contra parte das moedas emergentes, recuando a 18,6564 pesos mexicanos.
Já o iene ainda refletia a informação de que o premiê japonês, Shigeru Ishiba, permaneceria no cargo apesar de seu partido ter perdido a eleição para a câmara alta do Parlamento do país no fim de semana. No horário mencionado acima, o dólar recuava a 146,56 ienes.
Para o Deutsche Bank, o dólar enfrenta uma pressão de baixa à medida que os americanos arcariam com a maior parte dos custos das tarifas. Segundo o banco, se os estrangeiros estivessem absorvendo os custos tarifários, os preços de venda estariam caindo – o que não está acontecendo, alerta. Como a inflação nos Estados Unidos continua contida, “são os importadores, e não os consumidores, que estão pagando a conta”, acrescenta. Com os custos das tarifas aparentemente recaindo majoritariamente sobre os EUA, “isso funciona como mais um fator negativo para o dólar”, afirma o Deutsche.
O Danske Bank pontua que segue “otimista” em relação ao euro “tanto no curto quanto no médio prazo, visando um movimento gradual em direção a US$ 1,23 ao longo de 12 meses”. O banco lembra que, embora as negociações entre EUA e União Europeia (UE) possam adicionar volatilidade no curto prazo às cotações, “fatores de longo prazo como taxas relativas, fluxos de capital para ativos europeus e condições monetárias globais” continuam apoiando o movimento.