Entre dirigentes do Banco Central Europeu (BCE), o economista-chefe da instituição, Philip Lane, destacou que dados recentes sugerem que o processo de desinflação pode ser mais rápido que o antes previsto, no curto prazo, embora no médio prazo o quadro esteja menos claro. Já Pierre Wunsch defendeu que a instituição espere mais antes de decidir cortar juros.
A Capital Economics antevê que o índice cheio da inflação vai ficar perto da meta de 2% durante a maior parte de 2024, enquanto o núcleo da inflação deverá cair mais. “Isso permitirá que o BCE comece o ciclo de relaxamento monetário em meados de abril”, disse, em relatório.
No bloco da moeda única, o índice DAX (Frankfurt) subiu 0,25%, aos 16.963,83 pontos; o CAC 40 (Paris) avançou 0,71%, aos 7.665,63 pontos; o FTSE MIB (Milão) avançou 0,28%, aos 31.064,15 pontos; o Ibex 35 (Madri) teve alta de 0,20%, aos 9.908,30 pontos; e o PSI 20 (Lisboa) cedeu 1,12%, aos 6.112,79 pontos. As cotações são preliminares.
Já fora da zona do euro, a dirigente do Banco da Inglaterra (BoE) Catherine Mann defendeu seu voto por uma alta nos juros do Reino Unido na reunião da semana passada. Por lá, a bolsa de Londres fechou em baixa, com a maior pressão vindo do papel da AstraZeneca (-6,24%) após divulgar balanço corporativo. A ação da Anglo American (-0,85%) também fechou em baixa na esteira dos seus resultados trimestrais. O índice FTSE 100 caiu 0,44% aos 7.595,48 pontos.
Na Dinamarca, os números da Maersk também decepcionaram investidores, e sua ação tombou 15% na Bolsa de Copenhague.