A margem financeira bruta atingiu R$ 19,2 bilhões no quarto trimestre, expansão de 13,2% em base anual e de 2,9% na trimestral. A margem com clientes somou R$ 19,1 bilhões, avanço de 18,4% no ano contra ano e de 2,7% frente ao trimestre anterior.
A margem com mercado foi de R$ 126 milhões no período, queda de 85% na comparação com o quarto trimestre de 2024 e aumento de 27,3% em relação ao trimestre imediatamente anterior. A margem financeira líquida do Bradesco totalizou R$ 10,4 bilhões, alta de 17,7% em base anual e de 9,3% no confronto trimestral.
Receita com serviços cresce 8% em 12 meses, para R$ 11,1 bi, no 4T25
O banco registrou R$ 11,1 bilhões em receitas com serviços no quarto trimestre de 2025 do Bradesco, alta de 8% em relação a igual intervalo do ano anterior. No comparativo com o trimestre imediatamente anterior, houve aumento de 4,6%. Um dos destaques de crescimento foi a receita com consórcios, com alta anual de 17%. As receitas com cartões apresentaram alta anual de 9%, somando R$ 4,8 bilhões, o maior volume entre as receitas de serviços.
O volume transacionado pelos clientes do banco com cartões ficou em R$ 102 bilhões, variação de 9% em 12 meses. Os clientes de alta renda responderam por cerca de 50% do faturamento total dos cartões, uma expansão de 25% frente ao quarto trimestre do ano anterior.
Em contas correntes, o Bradesco registrou R$ 1,6 bilhão em receitas no trimestre, volume 6,6% menor que no mesmo período do ano anterior. O banco encerrou dezembro com 37,7 milhões de correntistas, ante 38,2 milhões um ano antes. Em mercado de capitais e assessoria financeira, linhas do banco de investimento Bradesco BBI, as receitas somaram R$ 716 milhões, alta de 40,9% em 12 meses.
O BBI assessorou 507 operações no ano, totalizando cerca de R$ 576 bilhões em volume de transações. Em renda fixa, houve assessoria e estruturação de 487 transações, com volume de R$ 532 bilhões. Em fusões e aquisições, foram 16 operações assessoradas, totalizando R$ 32 bilhões.
Em operações de crédito, a receita apresentou queda de 3,8% na comparação anual, somando R$ 766 milhões. O recuo ainda é reflexo da resolução 4.966, devido ao diferimento das receitas de tarifas relacionadas à originação de operação de crédito.
Carteira de crédito ampliada do Bradesco: alta de 11% em um ano
A carteira de crédito ampliada do Bradesco fechou o quarto trimestre de 2025 em R$ 1,089 trilhão, aumento de 11% em doze meses e de 5,3% frente ao terceiro trimestre, conforme balanço divulgado nesta quinta-feira, 5. Tanto na pessoa física quanto na jurídica houve avanço nas linhas.
As operações para pessoas físicas cresceram 12,7% em doze meses e 3,3% no trimestre, encerrando dezembro em R$ 466,5 bilhões. O financiamento ao consumo somou R$ 301,4 bilhões, alta de 9,1% em doze meses. O consignado respondeu pela maior parte do financiamento ao consumo, com carteira de R$ 103,8 bilhões, crescimento de 6,8% no ano.
A carteira com cartões de crédito subiu 10,5% em base anual e 3,6% na trimestral, para R$ 83,5 bilhões, enquanto o crédito pessoal atingiu R$ 71 bilhões, aumento de 6,1% em doze meses e queda de 0,5% na comparação trimestral, única carteira a recuar no trimestre na pessoa física.
A carteira expandida de pessoa jurídica encerrou o trimestre em R$ 622,7 bilhões, expansão anual de 9,7% e alta trimestral de 6,9%. No segmento de pequenas e médias empresas, houve aumento de 21,3% em doze meses nas concessões. Já as concessões para grandes empresas cresceram 2,7% em doze meses.
O financiamento imobiliário na pessoa física cresceu 9,7% em doze meses, para R$ 112 bilhões. A carteira imobiliária da pessoa jurídica somou R$ 35 bilhões, alta de 14,1% em base anual.
Considerando os financiamentos imobiliários de pessoa física e jurídica, o banco encerrou o quarto trimestre com R$ 147,6 bilhões, alta de 10,7% em doze meses e de 1,9% frente ao trimestre anterior.
Na carteira de crédito do Bradesco, cresceu a participação do crédito com garantia, que fechou o 4tri25 em 59,3%, ante 54% um ano antes. Na comparação trimestral ficou estável.
4T25 do Bradesco: inadimplência (90 dias) fica estável
A inadimplência da carteira de crédito do Bradesco ficou em 4,1% no quarto trimestre, pelo critério de atrasos acima de 90 dias. O indicador subiu 0,1 ponto porcentual em relação a igual período do ano anterior e ficou estável na comparação trimestral.
No segmento de pessoa física, o índice foi de 5,4%, taxa igual à do trimestre anterior e 0,3 ponto porcentual superior à de um ano antes.
Na carteira de grandes empresas, a inadimplência foi de 0,3%, frente a 0,1% em igual trimestre de 2024 e 0,4% no trimestre imediatamente anterior, sempre considerando atrasos acima de 90 dias.
Entre micro, pequenas e médias empresas, o mesmo indicador ficou em 3,8% no quarto trimestre, uma alta de 0,1 ponto porcentual frente ao trimestre anterior e uma queda de 0,6 ponto porcentual na comparação anual.
Com a aplicação das regras do IFRS 9, o banco classifica a carteira entre os estágios 1, 2 e 3, sendo que o estágio 3 reúne as operações com problemas de recuperação de crédito. Essa fatia encerrou o trimestre em R$ 59,4 bilhões, equivalente a 7,3% da carteira, ante 8,4% um ano antes.
O índice de cobertura sobre a provisão para perda esperada ficou em 166% no quarto trimestre, ante 187,9% em igual período do ano anterior, considerando atrasos acima de 90 dias.
Despesas com provisões contra devedores duvidosos têm alta de 18,3%
As despesas do Bradesco com provisões contra devedores duvidosos (PDD) expandida somaram R$ 8,8 bilhões no quarto trimestre, alta de 18,3% em relação a igual período do ano anterior. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, houve avanço mais tímido, de 3,1%. Segundo o banco, a variação trimestral reflete o crescimento da carteira no período, o efeito da eficiência no processo de cobrança, além de menores despesas com PDD do segmento de atacado.
A recuperação de crédito totalizou R$ 1,23 bilhão no trimestre, alta de 38,9% em 12 meses e de 52,9% frente ao trimestre anterior. O custo de crédito do Bradesco foi de 3,2% no quarto trimestre, ante 3,3% no trimestre imediatamente anterior
Lucro líquido em seguros sobe 10,6% em 12 meses
O Bradesco registrou lucro líquido recorrente em seguros de R$ 2,8 bilhões no quarto trimestre de 2025, alta de 10,6% ante igual período do ano anterior. O retorno sobre o patrimônio líquido (ROAE) da seguradora ficou em 24,3% no trimestre, uma queda de 0,8 ponto porcentual em 12 meses, mas avanço de 1,9 p.p em três meses.
A linha que inclui prêmios de seguros, contribuições de previdência e receitas de seguros somou R$ 19,4 bilhões no quarto trimestre, com alta de 14,1% na comparação anual e de 1,5% na trimestral.
O resultado operacional das operações de seguros totalizou R$ 5,65 bilhões no período, alta de 2,1% em 12 meses e queda de 1% frente ao trimestre anterior, de acordo com as demonstrações financeiras.
O índice de sinistralidade ficou em 74,3% ao final de dezembro, ante 72,2% no mesmo mês de 2024
Bradesco: Índice de Basileia sobe no 4T25
O Bradesco reportou índice de Basileia de 15,8% ao final do quarto trimestre, acima dos 14,8% registrados em dezembro do ano anterior. O índice mede a solidez financeira dos bancos frente aos compromissos exigidos na carteira de crédito. O mínimo regulatório é de 10,5%.
O capital nível 1, de maior qualidade, encerrou o trimestre em 13,2%, também acima do mesmo período do ano anterior, quando estava em 12,4%. Já o capital principal passou de 10,5% no quarto trimestre de 2024 para 11,2% no quarto trimestre de 2025.
Presidente do Bradesco: começamos 2026 em ritmo mais forte do que 2025″
O presidente do Bradesco, Marcelo Noronha, disse ao comentar os resultados trimestrais do banco, com lucro de R$ 6,5 bilhões no quarto trimestre do ano passado, que a operação do banco está “tracionada” e que o banco começou 2026 em ritmo mais forte do que iniciou 2025. “Nossa operação está tracionada, o que nos permitiu entregar forte crescimento de receitas, mantendo a inadimplência sob controle”, disse em nota à imprensa.
“Mantemos apetite ao risco moderado, porque o cenário macro ainda nos mostra desafios e incertezas, mas temos encontrado boas oportunidades e estamos
otimistas com os nossos negócios”, afirmou. Noronha ressaltou que o retorno patrimonial do banco (ROE, em inglês), que terminou o trimestre em 15,2%, superou o custo de capital. “É um marco importante que foi superado. E a nossa expectativa é que o lucro continue a aumentar, em cada um dos próximos trimestres, de forma gradual e segura, passo a passo.”
“Terminamos 2025 um passo à frente do nosso cronograma de transformação”, afirmou Noronha. Em 2026, segundo ele, o banco vai investir ainda mais na transformação. “Sabemos que esses investimentos pressionam temporariamente as nossas despesas, mas acreditamos que valem à pena por elevarem a nossa
competitividade de médio e longo prazo”, disse o executivo.
“A nossa transformação seguirá em ritmo acelerado. A cada ano teremos um banco mais competitivo. Em 2026, esperamos consolidar os novos segmentos de clientes, com as novas propostas de valor e modelos de servir. Avançaremos em medidas de eficiência”, comentou o presidente do Bradesco. “Nossos investimentos em tecnologia estão tendo impactos significativos de produtividade, e mudando a forma como fazemos negócios e nos organizamos.”
O plano de transformação do Bradesco, ressaltou ele, é de cinco anos. “Vamos fazer dois anos da divulgação do plano em 7 de fevereiro, ou seja, ainda não chegamos na metade do prazo do plano, temos muito a fazer e a nossa ambição é alta”