Um exemplo claro da crise vivida pelos criptoativos foi o desempenho do bitcoin (BTC) em 2022, que foi considerado o pior investimento do ano.
Os dados divulgados pela Receita Federal também mostraram o quinto crescimento consecutivo nas declarações de transações de criptomoedas por CNPJs, encerrando dezembro com um recorde de 62.679, o maior número da série histórica, iniciada em agosto de 2019.
No entanto, as declarações por parte de pessoas físicas caíram, após atingirem um pico em setembro de 2022. Essa foi a terceira queda consecutiva.
Ainda assim, o valor das transações ficou 40% maior do que em 2020, ano que movimentou cerca de R$ 91,7 bilhões. Já 2020 foi o ano de disparada do BTC, que avançou cerca de 500% em nove meses, de US$ 4 mil em março para mais de US$ 20 mil em dezembro.
O pico mensal negociado em 2022 foi de R$ 17 bilhões, alcançado em maio, mês em que o mercado de criptoativos iniciou uma queda vertiginosa após o colapso do projeto Terra/Luna, que fez evaporar pelo menos US$ 40 bilhões dos investidores após duas criptos irem a zero.
Já o mês com o menor volume de operações foi dezembro do ano passado, com R$ 10,8 bilhões declarados à Receita, refletindo o colapso da FTX, que ocorreu em novembro.