Em comparação com o terceiro trimestre, quando somou R$ 4,539 bilhões, o indicador ficou praticamente estável. Em 2025, o lucro líquido ajustado atingiu R$ 16,7 bilhões, alta de 35% sobre 2024.
As receitas totais avançaram para R$ 9,09 bilhões no quarto trimestre, alta de 35,1% frente ao mesmo intervalo de 2024 e de 3,3% em relação ao terceiro trimestre. No ano de 2025, a receita total somou R$ 33 bilhões, aumento de 32% sobre o ano anterior.
O retorno ajustado sobre o patrimônio líquido (ROAE) subiu para 27,6% no quarto trimestre, avanço de 4,6 pontos porcentuais em 12 meses e recuo de 0,5 ponto porcentual frente ao terceiro trimestre. No acumulado de 2025, o ROAE foi de 26,9%.
O patrimônio líquido do banco totalizou R$ 69,97 bilhões entre outubro e dezembro, 21,76% acima do mesmo intervalo de 2024 e 6,65% superior ao terceiro trimestre.
O Índice de Basileia avançou para 15,5% no quarto trimestre, alta de 0,2 ponto porcentual em relação ao mesmo período de 2024 e estabilidade ante o terceiro trimestre.
Os ativos sob gestão e administração alcançaram R$ 2,5 trilhões, aumento de 31% em 12 meses e de 8,5% frente ao terceiro trimestre.
A entrada líquida de recursos somou R$ 108 bilhões entre outubro e dezembro, avanço de 116% ante o quarto trimestre de 2024 e de 30,1% sobre os R$ 83 bilhões do trimestre anterior. No ano, a captação líquida ficou em R$ 354 bilhões.
“Encerramos 2025 com resultados recordes em todas as linhas de negócio e crescimento acelerado das franquias de clientes, refletindo a solidez do nosso modelo de negócios diversificado, a robustez do balanço e a execução disciplinada da estratégia. O lucro recorde e o ROAE de 26,9%, aliados às captações líquidas de R$ 354 bilhões no ano, evidenciam os investimentos estratégicos realizados ao longo da última década, que consolidam o BTG Pactual como um banco completo focado em seus clientes”, afirma o CEO Roberto Sallouti.
Receitas com participações caem
O resultado de participações do BTG Pactual apresentou queda de 40,5% em 12 meses, para R$ 176,9 milhões no quarto trimestre de 2025, refletindo, principalmente, uma menor contribuição do resultado do Banco Pan. Em relação ao terceiro trimestre, as receitas com participações tiveram redução de 45,5%.
De acordo com o banco, o desempenho do quarto trimestre foi composto por uma contribuição de R$ 44,2 milhões referentes à equivalência patrimonial no Banco Pan; R$ 58,2 milhões em ganhos provenientes da Too Seguros e da Pan Corretora; e R$ 74,5 milhões relativos à apropriação dos resultados da carteira de crédito do Banco Pan adquirida nos trimestres anteriores.
O BTG informa ainda que, após a aquisição da participação remanescente no Banco Pan, o BTG optou por não realizar a distribuição de Juros sobre Capital Próprio (JCP) na instituição, o que explica a queda do resultado total de participações no período.
Em 2025, o segmento de participações registrou ganhos de R$ 1 bilhão, representando expansão de 16,9% sobre os R$ 915,2 milhões reportados em 2024. O aumento nas receitas foi atribuído principalmente a um menor efeito de eliminação, já que o BTG adquiriu menos carteiras do Banco Pan durante o ano, e à realocação do reconhecimento dos resultados da EFG, contabilizados em Sales & Trading desde o primeiro trimestre de 2025.
O BTG informa que, a partir deste trimestre, o banco passou a consolidar os resultados do Banco Pan e da Too Seguros no reporte gerencial, com o Banco Pan sendo totalmente consolidado e a Too Seguros consolidada de forma proporcional, considerando a participação de 51%.
“Como resultado, a linha de participações será descontinuada, e as receitas e os principais indicadores de desempenho de ambos os negócios passarão a ser reportados dentro do segmento de Consumer Finance & Banking”, diz o BTG. Dessa forma, o segmento de Consumer Finance & Banking fecha o ano de 2025 com receitas de R$ 3,6 bilhões, sendo R$ 3,075 bilhões provenientes do Banco Pan e R$ 530,1 milhões oriundos da equivalência de Too Seguros.