No Brasil, a companhia registrou um consumo de caixa de R$ 29 milhões, com fluxo negativo em todas as suas marcas (MRV, Urba e Luggo). A expectativa é que a maior parte da geração de caixa ocorra no quarto trimestre para cumprir o guidance anual, apontaram os analistas. A MRV enfrentou atrasos em programas regionais, impactando o fluxo de caixa em cerca de R$ 93 milhões, além de mudanças no processo de transferências da Caixa Econômica Federal, com impacto de R$ 30,7 milhões.
Segundo o BTG, nos Estados Unidos, a subsidiária Resia reportou um consumo de caixa de US$ 1,5 milhão, apesar de ter realizado vendas de ativos no valor de US$ 32 milhões. As despesas e o investimento para concluir projetos em andamento contribuíram para o fluxo de caixa negativo, citaram os analistas. A Resia continua a alugar seus projetos, com destaque para o Tributary, agora estabilizado, e o crescimento do pré-aluguel no Golden Glades, citaram.
Os lançamentos no Brasil totalizaram R$ 2,43 bilhões, uma queda de 42% em relação ao ano anterior, enquanto as vendas líquidas atingiram R$ 2,53 bilhões, 27% a menos que no ano anterior e 9% abaixo das estimativas do banco. A velocidade das vendas, no entanto, foi considerada sólida, alcançando 21%, embora inferior aos 25% registrados no mesmo período de 2024.
“O terceiro trimestre foi fraco. Os lançamentos e as vendas ficaram abaixo de nossas projeções, enquanto a empresa continuou registrando fluxo de caixa negativo“, descreveram os analistas.
Apesar disso, o BTG Pactual manteve a recomendação de compra dos papéis, com preço-alvo de R$ 12. Os analistas apontaram que as ações continuam com desconto de 0,8 vezes P/VP e acreditam que há um enorme potencial de valorização assim que os resultados se ‘normalizarem’.
Às 12h28, as ações da MRV&CO (MRVE3) eram negociadas a R$ 6,51, baixa de 9,33%, enquanto o Índice Imobiliário (Imob) descia 2,8%, e o Ibovespa recuava 1,27%.
*Conteúdo traduzido com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação do Broadcast