“Vemos abertura de janela de IPOs no Brasil neste primeiro semestre”, diz presidente do Citi
Após os IPOs de PicPay e Agibank nos EUA, presidente do Citi Brasil vê forte apetite de investidores por empresas brasileiras e aposta em janela concentrada no 1º semestre, antes da volatilidade eleitoral
Citi avalia que secura de IPOs no Brasil pode ter fim ainda este ano (Foto: Adobe Stock)
O presidente do Citi Brasil, Marcelo Marangon, avalia que o momento atual é favorável para a abertura de uma janela de ofertas públicas iniciais (IPOs) – a abertura de capital na Bolsa de Valores – de empresas brasileiras no primeiro semestre, depois das estreias de PicPay e Agibank nas bolsas americanas.
“Nós lideramos o IPO da PicPay e vimos uma demanda forte de investidores, em uma base diversificada e com bastante apetite para o Brasil”, afirmou, em entrevista à Broadcast.
Após as fintechs, Marangon prevê que o movimento deve ser puxado por companhias de infraestrutura e saneamento. As eleições tendem a impor mais volatilidade na segunda metade do ano, de acordo com ele. “Então, naturalmente, devemos ter uma concentração de operações no mercado de capitais neste primeiro semestre”, projetou.
O executivo também vê o Brasil “muito bem posicionado” em bases relativas para se beneficiar do fluxo global de realocação de carteiras, que tem atraído mais capital para mercados emergentes. O executivo cita:
Temos um país de dimensão continental, com 220 milhões de consumidores, reservas internacionais adequadas, sistema financeiro sólido, um banco central independente e uma perspectiva de crescimento sólido em vários setores
O discurso de Marangon corrobora o otimismo de banqueiros sobre o mercado de capitais brasileiros, após uma seca de quatro anos sem IPOs na B3. Na semana passada, o presidente do Santander Brasil, Mario Leão, também projetou que “algumas” empresas entrarão na Bolsa este ano. O CEO do Itaú Unibanco, Milton Maluhy, espera mais vendas em blocos e follow-ons (nova negociação dos papéis por parte da empresa com base na emissão de novos ativos), mas considera uma janela de IPOs mais provável para depois das eleições.