

Após a decisão da Petrobras (PETR4) de reduzir em 4,65% o litro do diesel em suas refinarias a partir desta segunda-feira (31), o que representa R$ 0,17/l, o Citi disse esperar que o combustível da estatal passe a ser negociado abaixo do preço de paridade de importação (PPI). O preço médio de venda para distribuidoras de combustíveis será de R$ 3,55/l, ante R$ 3,72 atualmente.
Os analistas Gabriel Barra, Andrés Cardona e Pedro Gama destacam que a redução não foi capaz de compensar totalmente o aumento do preço aplicado em janeiro desse ano e avaliam que o diesel importado da Rússia pode permanecer mais competitivo em algumas regiões. “Em nossa visão, a medida deve implicar uma redução na receita/Ebitda [lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização] de US$ 1,2 bilhão por ano”, escrevem.
Para empresas de distribuição de combustíveis, como Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3), o Citi vê a medida como negativa no curto prazo e positiva no médio prazo.
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A queda de preço implica um efeito negativo de estoque no Ebitda ajustado dessas companhias no segundo trimestre, uma vez que a medida entrará em vigor em abril.
No entanto, a maior defasagem entre os preços domésticos do diesel e a paridade internacional deve diminuir a competitividade dos pequenos players, uma vez que a queda de preço pode tornar a importação mais desafiadora e o menor preço deve implicar em menores desembolsos relacionados ao capital de giro.