Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre com entrega prevista para outubro recuou 0,87%, a US$ 3,5425 por libra-peso. Já na London Metal Exchange (LME), a tonelada do metal para três meses cedia 1,07%, a US$ 7.840,00, por volta de 14h15 (de Brasília).
Segundo o Escritório Nacional de Estatísticas (NBS) da China, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) industrial do país recuou a 49,0 em julho, resultado que, por estar abaixo de 50, indica contração da atividade do setor.
Segundo o Commerzbank, o dado pintou um quadro mais “sombrio” para a economia chinesa. “Esperanças de que a manufatura aumentasse significativamente após o fim das medidas drásticas de bloqueio – que fecharam as principais regiões econômicas em abril por conta da covid-19 – foram prejudicadas pelos dados” recentes, resume o banco alemão.
A Capital Economics, por outro lado, enxerga espaço para recuperação de commodities. A casa, que vê contração da economia chinesa no primeiro semestre, prevê também certa recuperação na segunda metade do ano, o que “deve dar algum suporte aos preços das commodities”.
A consultoria britânica ressalta que, no dado de hoje, o segundo aumento seguido do subíndice de construção (a 59,2 em julho) foi um ponto de alívio para as commodities, e projeta estabilização do preço do cobre. Para a Capital, dado o nível de atividade na China, a queda do metal vermelho pode estar “exagerada” e deve ser contida nos próximos meses, caso os “principais temores quanto à demanda não se materializem”.
Entre outros metais negociados na LME, no horário citado acima, a tonelada do alumínio caía 1,23%, a US$ 2.452,00; a do chumbo avançava 0,93%, a US$ 2.055,50; a do níquel aumentava 1,81%, a US$ 24.230,00; a do estanho cedia 0,40%, a US$ 24.800,00; e a do zinco se elevava 1,87%, a US$ 3.357,00.