Metade da quantia, US$ 50 milhões, corresponde à multa pelas infrações cometidas, já o dinheiro restante será utilizado pela corretora para investir em sua compliance. Segundo o DFS, as falhas no programa da Coinbase expuseram clientes a risco, pois não foram realizadas as checagens necessárias para acompanhar o crescimento da abertura de contas.
Com isso, a plataforma ficou vulnerável a atividades criminosas, como fraudes, possível lavagem de dinheiro, suspeita de atividade relacionada a material de abuso sexual infantil e a tráfico de entorpecentes.
“É fundamental que todas as instituições financeiras protejam seus sistemas de agentes mal-intencionados e as expectativas do Departamento com relação à proteção do consumidor, segurança cibernética e programas de combate à lavagem de dinheiro são tão rigorosas para empresas de criptomoeda quanto para instituições de serviços financeiros tradicionais”, disse a superintendente Adrienne Harris em comunicado do DFS à imprensa.
A Coinbase afirmou que vem se esforçado para garantir maior segurança ao espaço criptográfico nos últimos anos. Como uma das medidas tomadas, a corretora cita o aprimoramento do seu sistema automatizado de monitoramento de transações (TMS), que analisa cada operação financeira realizada na plataforma e pode detectar padrões sugestivos de condutas criminosas.
De acordo com a exchange, todo movimento público de uma empresa criptográfica receberá intensa atenção no momento, considerando a fase de desconfiança vivida pelo setor, após a falência de grandes corretoras, como a FTX.
“Acreditamos que nosso investimento em compliance supera qualquer outra exchange de criptomoedas em qualquer lugar do mundo e que nossos clientes devem se sentir seguros e protegidos ao usar nossas plataformas”, disse Paul Grewal, diretor jurídico da Coinbase, em comunicado.