Em seu relatório macroeconômico mensal, a corretora manteve a projeção de R$ 6,20 para a moeda americana ao final de 2025 e de R$ 6,40 para o final de 2026. As estimativas são superiores às da última edição do Boletim Focus, que preveem a divisa a R$ 6 tanto em 2025 quanto em 2026.
Na avaliação da XP, os fatores que sustentaram a valorização recente do real ainda apresentam “bases frágeis”. A corretora destaca que o movimento reflete fatores externos e domésticos. No mundo, a “guerra comercial” ainda não se efetivou, com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tendo adiado por um mês a aplicação das tarifas de 25% sobre produtos importados do Canadá e do México.
“Já no Brasil, os sinais, ainda incipientes, de desaceleração econômica e a aprovação rápida do tímido pacote de gastos contribuíram para aliviar o ambiente de aversão ao risco observado em dezembro”, pontua a XP.
A corretora enxerga, porém, que o cenário de inflação segue desafiador, com expectativas divergindo da meta do Comitê de Política Monetária (Copom). Um outro fator importante pode mexer com o câmbio e influenciar o desempenho do dólar: a corrida eleitoral para a disputa da presidência em 2026. “As incertezas em torno da política fiscal persistem e tendem a se intensificar à medida que o ano eleitoral se aproxima”, observa.
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