Na terça-feira (3), o presidente americano Donald Trump afirmou que assegurará o abastecimento mundial “custe o que custar”, diante das preocupações com os efeitos sobre inflação e decisões de política monetária. Os comentários ocorrem à luz de relatos sobre ameaças do Irã de incendiar qualquer navio que tentar passar pelo estreito.
Várias matérias da imprensa internacional citavam que o Iraque terá que cortar sua produção de petróleo em várias regiões do país devido a guerra em andamento entre Estados Unidos e Irã. Duas autoridades iraquianas disseram à Reuters que o Iraque será forçado a cortar sua produção em mais de 3 milhões de barris por dia (bpd), caso os petroleiros não sejam capazes de se mover livremente pelo Estreito de Ormuz e chegar aos portos.
A guerra de narrativas tem impactado diretamente o petróleo. No pregão de ontem, o barril do WTI para abril subiu 4,7% a US$ 74,56, enquanto o do Brent para maio avançou 4,7% a US$ 81,40. Na manhã desta quarta-feira (4), a commodity tem desacelerado a altas, mas ainda opera no positivo com altas de 1%.
O mercado de câmbio também repercute os dados setor privado dos Estados Unidos que mostram uma criação de 63 mil empregos em fevereiro, segundo pesquisa com ajustes sazonais divulgada hoje pela ADP. A expectativa de analistas consultados pela FactSet era de geração de 50 mil postos de trabalho no mês passado.
No Brasil, a atenção recai sobre os Índices de Gerentes de Compras (PMIs, na sigla em inglês) composto e de serviços, índices que funcionam como um termômetro da atividade econômica ao medir produção, novos pedidos, emprego e estoques a partir de pesquisas com executivos.
Com informações do Broadcast*