O dólar hoje encerrou esta sexta-feira (6) no campo negativo em meio aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio que tem influenciado na disparada das commodities no mercado internacional. A moeda americana cedeu 0,82% a R$ 5,2438.
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O dólar hoje encerrou esta sexta-feira (6) no campo negativo em meio aos desdobramentos da guerra no Oriente Médio que tem influenciado na disparada das commodities no mercado internacional. A moeda americana cedeu 0,82% a R$ 5,2438.
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Na sessão, o barril do petróleo WTI para abril subiu 12,2% na Nymex, a US$ 90,90. O barril do Brent para maio avançou 8,52%, a US$ 92,69 o barril.
Os rendimentos dos Treasuries (títulos do tesouro americano) também operaram majoritariamente com ganhos em função do ambiente global marcado por aversão ao risco diante da escalada das tensões no Oriente Médio. O juro da T-note de 10 anos chegou a 4,1853% mais cedo, refletindo a disparada do petróleo.
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A nova rodada de ataques de Israel contra alvos em Teerã e Beirute, somada ao alerta do secretário de Defesa dos EUA, Peter Hegseth, de que os bombardeios podem “aumentar dramaticamente” no Irã, amplia o temor de choques de oferta de energia e reforça as preocupações inflacionárias globais.
Segundo Abdelaziz Albogdady, estrategista da FXEM, a alta da energia tem levado investidores a reavaliar o cronograma de cortes de juros do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), o que sustenta os rendimentos dos Treasuries.
Os investidores também repercutiram os dados do relatório de emprego dos Estados Unidos (payroll) que vieram acima das expectativas. A taxa de desemprego dos EUA subiu para 4,4% em fevereiro, ante 4,3% em janeiro, segundo relatório divulgado pelo Departamento do Trabalho do país nesta sexta-feira. Analistas consultados pelo Projeções Broadcast esperavam manutenção da taxa em 4,3%.
“O payroll havia surpreendido positivamente, ajudando a dissipar parte dos temores de desaceleração. O dado mais recente, porém, reacende essas preocupações. Esse ambiente cria um desafio relevante para o Federal Reserve e retoma um debate que vem ganhando força desde 2025: o aumento das incertezas em torno da economia e da moeda americana”, diz Lucca Bezzon, analista de inteligência de mercado da Stonex.
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No cenário doméstico, a produção industrial subiu 1,8% em janeiro ante dezembro, na série com ajuste sazonal, informou hoje o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado superou o teto das estimativas colhidas pelo Projeções Broadcast, de 1,6%. A mediana das expectativas era de avanço de 0,7%, com piso de queda de 0,1%.
Já o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI) registrou queda de 0,84% em fevereiro, após uma elevação de 0,20% em janeiro, segundo a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O resultado do indicador foi mais negativo do que a mediana das estimativas das instituições ouvidas pelo Projeções Broadcast, de queda de 0,63%, com intervalo entre baixa de 1,10% e baixa de 0,50%.
Com informações do Broadcast*
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