“Embora continuemos com um grau modesto de otimismo no curto prazo em relação ao real, ficamos materialmente mais pessimistas sobre a perspectiva de longo prazo para a moeda“, disse Brendan McKenna, economista internacional do Wells Fargo Economics, em um relatório.
Segundo ele, as eleições locais indicaram que o apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) está diminuindo, o que deve motivar “o uso agressivo de recursos fiscais” por parte do Executivo para angariar suporte ao governo antes das eleições de 2026.
“Nossa perspectiva anterior já previa o estímulo fiscal relacionado às eleições, mas diante dos resultados fracos nas eleições municipais agora achamos que Lula vai entregar este estímulo bem mais cedo e com mais frequência do que prevíamos originalmente”, acrescentou.
“Embora as notícias no curto prazo possam indicar que Lula está tentando exercer disciplina fiscal, achamos que estes esforços se mostrarão insuficientes, temporários e não bastarão para mudar a narrativa fiscal no Brasil. Sob o nosso ponto de vista, estas preocupações fiscais serão refletidas no real, que consistentemente renovará mínimas em relação ao dólar no decorrer de 2025 e em 2026”, concluiu.
A expectativa do Wells Fargo é de que o dólar supere os R$ 6,00 até o segundo semestre do ano que vem, e que até o primeiro trimestre de 2026 essa taxa possa aumentar a R$ 6,50, “como uma culminação dos múltiplos riscos, tanto domésticos quanto externos”.
* Com informações do Broadcast