Na terça-feira (3), o presidente americano Donald Trump afirmou que assegurará o abastecimento mundial “custe o que custar”, diante das preocupações com os efeitos sobre inflação e decisões de política monetária. Os comentários ocorrem à luz de relatos sobre ameaças do Irã de incendiar qualquer navio que tentar passar pelo estreito.
Várias matérias da imprensa internacional citavam que o Iraque terá que cortar sua produção de petróleo em várias regiões do país devido a guerra em andamento entre Estados Unidos e Irã. Duas autoridades iraquianas disseram à Reuters que o Iraque será forçado a cortar sua produção em mais de 3 milhões de barris por dia (bpd), caso os petroleiros não sejam capazes de se mover livremente pelo Estreito de Ormuz e chegar aos portos.
A guerra de narrativas tem impactado diretamente o petróleo. No pregão de ontem, o barril do WTI para abril subiu 4,7% a US$ 74,56, enquanto o do Brent para maio avançou 4,7% a US$ 81,40. Na manhã desta quarta-feira (4), a commodity tem desacelerado a altas, mas ainda opera no positivo com altas de 1%.
O mercado de câmbio também acompanha o desempenho dos juros dos Treasuries (títulos públicos norte-americanos) que sobem pelo terceiro dia seguido à espera do relatório ADP – documento que antecipa a situação dos empregos na iniciativa privada do país – e do Livro Bege, relatório que reúne avaliações sobre as condições econômicas nas diferentes regiões do país e pode oferecer pistas sobre a trajetória dos juros.
No Brasil, a atenção recai sobre os Índices de Gerentes de Compras (PMIs, na sigla em inglês) composto e de serviços, índices que funcionam como um termômetro da atividade econômica ao medir produção, novos pedidos, emprego e estoques a partir de pesquisas com executivos.
Com informações do Broadcast*