“A escalada das tensões entre EUA e Irã — marcada por ultimato sobre o Estreito de Ormuz, rejeição de cessar-fogo por Teerã e ameaças diretas à infraestrutura energética — elevou o risco de disrupção na oferta de petróleo, reforçando a busca por proteção. Esse ambiente sustentou a valorização do dólar frente aos emergentes, com o real seguindo o movimento, mas com alta ainda contida enquanto o mercado aguarda novos desdobramentos”, explica Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.
Em publicação na Truth Social, Trump disse não desejar esse desfecho, mas avaliou que ele “provavelmente” ocorrerá. Ao mesmo tempo, sugeriu que uma “mudança completa e total de regime” já estaria em curso no país, abrindo espaço para que “algo revolucionariamente maravilhoso possa acontecer”.
O presidente também classificou o momento como potencialmente decisivo. “Vamos descobrir esta noite, um dos momentos mais importantes da longa e complexa história do mundo”, escreveu, acrescentando que “47 anos de extorsão, corrupção e morte finalmente chegarão ao fim”.
No fim de semana, os EUA e o Irã receberam uma proposta de cessar-fogo de 45 dias. A proposta partiu de mediadores do Egito, do Paquistão e da Turquia, que esperam que a janela de 45 dias dê tempo suficiente para que as negociações avancem rumo a um cessar-fogo permanente.
A Casa Branca rejeitou proposta. O Irã também afirmou ter rejeitado o acordo e estabeleceu precondições para conversas sobre uma paz duradoura com os EUA, segundo uma fonte ouvida pela Reuters, incluindo a interrupção imediata dos ataques e garantias de que eles não serão repetidos, além de uma compensação pelos danos.