O estudo considerou o volume de vendas de papel-moeda realizado junto à base de clientes da instituição ao longo dos seis primeiros meses do ano. Entre janeiro e julho, segundo o levantamento, o dólar respondeu por 51,3% do volume total de moedas transacionadas. Mesmo com uma leve queda de 0,6% em relação ao segundo semestre de 2024, o resultado da primeira metade de 2025 mostra avanço de 2,6% ante o mesmo período do ano passado.
Junho foi o mês decisivo para o resultado, já que o volume de transações com dólar cresceu 38% frente a junho de 2024 e de 16% na comparação com a média de todo o ano passado.
Mundial de clubes impulsiona compra de dólar
O diretor do grupo, Jorge Arbex, aponta que tal resultado está relacionado à realização do Mundial de Clubes da Federação Internacional de Futebol (FIFA), sediado nos Estados Unidos entre os dias 14 de junho e 13 de julho. A presença de clubes brasileiros – Palmeiras, Flamengo, Botafogo e Fluminense – na disputa pelo troféu pode ter impulsionado a demanda pela moeda americana.
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“A realização do Mundial de Clubes da FIFA nos Estados Unidos, em junho e julho, estimulou a compra antecipada da moeda, especialmente por torcedores e famílias que estenderam a estadia para lazer. Além disso, os EUA seguem como um dos principais destinos turísticos internacionais para o brasileiro”, explica o executivo.
As moedas mais procuradas pelos brasileiros
Mesmo com a forte predominância do dólar, outras moedas também foram bastante negociadas nos últimos meses. O euro ficou na segunda colocação no ranking, com 39,8% do volume total negociado, seguido pela libra esterlina, com 3,0%. Completam o top 10 o dólar canadense, o iene japonês, o franco suíço, o dólar australiano, o peso chileno, o peso argentino e o peso colombiano.
Os dois últimos representam a força das moedas latino-americanas e, para o diretor, a alta procura pode estar relacionada ao turismo. “O resultado reflete o aumento do interesse de brasileiros por destinos na América do Sul com custo-benefício mais competitivo, apesar de desafios econômicos locais. É um movimento que revela não só tendências de turismo, mas também da diversificação dos destinos para além da rota dólar-euro”, afirma Jorge Arbex.
O peso argentino, destaque entre as moedas latinas, registrou alta de 13% em relação ao segundo semestre de 2024 e um crescimento de 101,9% frente ao mesmo período do ano passado. O peso colombiano, por sua vez, também teve desempenho positivo, com avanços de 17,3% e 10,7%, respectivamente, nas mesmas bases de comparação.
Ranking das moedas mais negociadas no 1º semestre de 2025
| Moeda |
Volume total (%)
1º semestre de 2025 |
Variação vs. 2º sem/2024 |
Variação vs. 1º sem/2024 |
| Dólar (USD) |
51,3% |
-0,6% |
2,6% |
| Euro (EUR) |
39,8% |
-1,8% |
-4,6% |
| Libra Esterlina (GBP) |
3% |
-18,5% |
-19,5% |
| Dólar Canadense (CAD) |
2,2% |
-4,8% |
-15,7% |
| Iene (JPY) |
1,3% |
0,1% |
-11,3% |
| Franco Suíço (CHF) |
0,6% |
-0,2% |
-0,6% |
| Dólar Australiano (AUD) |
0,6% |
-19,6% |
-22,7% |
| Peso Chileno (CLP) |
0,5% |
-36,2% |
-7,3% |
| Peso Argentino (ARS) |
0,4% |
13% |
101,9% |
| Peso Colombiano (COP) |
0,3% |
17,3% |
10,7% |