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Dólar segue exterior e passa a cair ante real após alta de mais cedo

  • Às 12h37, o dólar recuava 0,47%, a 5,3120 reais na venda, depois de oscilar entre 5,3785 reais (+0,77%) e 5,306 reais (-0,58%).
  • Na B3, o dólar futuro tinha baixa de 0,97%, a 5,3130 reais.

(Reuters) – O dólar ensaiava baixa ante o real nesta quinta-feira, captando a perda de fôlego da divisa norte-americana no exterior, enquanto em Wall Street os índices de ações melhoravam o sinal. A cautela, porém, não saía de cena, com incertezas sobre vacinas para a Covid-19, temores sobre a disseminação global da doença e preocupações com a situação fiscal do Brasil.

Às 12h37, o dólar recuava 0,47%, a 5,3120 reais na venda, depois de oscilar entre 5,3785 reais (+0,77%) e 5,306 reais (-0,58%).

Na B3, o dólar futuro tinha baixa de 0,97%, a 5,3130 reais.

“O clima de cautela prevalece nos mercados nesta manhã”, disse o Bradesco em nota. “O avanço dos casos de Covid-19 na Europa e nos EUA pesou sobre os negócios, (…) apesar do recente otimismo com vacinas.”

Vanei Nagem, responsável pela mesa de câmbio da Terra Investimentos, disse à Reuters que “o mercado está meio morno, sonolento”. No entanto, ressaltou, boa parte das expectativas gira em torno do desenvolvimento das vacinas, que pode ter potencial de pressão para o dólar dentro de um cenário favorável a sua rápida produção e distribuição.

No Brasil, a agência de classificação de risco Fitch Ratings reafirmou a nota de crédito soberano “BB-” para o país, o que Nagem citou como fator positivo.

No entanto, a Fitch atribui perspectiva negativa para a nota de crédito, destacando riscos fiscais, o que voltava a conduzir a atenção de investidores à situação das contas públicas brasileiras.

“O cenário da Fitch desenhado para o Brasil (tem) alertas mais do que conhecidos e repetidos à exaustão por analistas brasileiros sobre os riscos da questão fiscal, da busca incessante por uma fonte de financiamento de programas de renda mínima”, escreveu Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset.

Um dos principais temores dos operadores é de que o governo fure seu teto de gastos ao tentar conciliar um novo programa de assistência social a um Orçamento apertado para 2021, cenário que tem –aliado às consequências econômicas da crise da Covid e ao patamar extremamente baixo da Selic– fornecido impulso ao dólar em relação ao real.

A divisa norte-americana acumula alta de cerca de 32,5% contra o real em 2020.

Na véspera, a moeda norte-americana spot registrou variação positiva de 0,07%, a 5,3372 reais na venda.

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