A mudança foi motivada pelo discurso do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na noite de ontem. No pronunciamento, Trump declarou que irá atacar o Irã com extrema força nas próximas duas a três semanas, sinalizando uma escalada do conflito. Ele afirmou ainda que “não precisamos do petróleo deles”.
Como reação imediata, o petróleo passou a acelerar a alta. Às 8h50 (de Brasília), o barril do Brent para junho negociado na ICE avançava 8,25%, para US$ 109,51, enquanto o WTI para maio subia 9,32%, para US$ 109,45, na Nymex.
Reação de Wall Street
Com o balde de água fria nos investidores, que esperavam por um tom mais apaziguador do presidente americano na véspera, os índices futuros das Bolsas de Nova York voltaram a operar em baixa.
Além do impasse do petróleo, a agenda dos EUA de hoje também recebe atenção, trazendo dados sobre a balança comercial e pedidos de auxílio-desemprego. Autoridades do Banco Central Americano, Federal Reserve (Fed), participam de eventos. Às 8h50 (de Brasília), no mercado futuro, o Dow Jones caía 1,36%, o S&P 500 recuava 1,52% e o Nasdaq tinha perda de 1,95%.
Treasuries e dólar voltam a subir
Os rendimentos dos títulos de renda fixa de dívida pública do governo americano, os Treasuries, operam em alta após decepção frente falas de Trump para intensificar a guerra. Às 8h50 (de Brasília), o juro da T-note de 2 anos subia a 3,854%, o da T-note de 10 anos avançava a 4,373% e o do T-bond de 30 anos aumentava a 4,949%.
No câmbio, o dólar se fortalece em relação a moedas de outras economias desenvolvidas. Às 8h50 (de Brasília), o euro caía a US$ 1,151, a libra recuava a US$ 1,319, e o dólar avançava a 159,74 ienes. Já o índice DXY do dólar — que acompanha as flutuações da moeda americana em relação a outras seis divisas relevantes — tinha alta de 0,66%, a 100,23 pontos.
Com informações da BroadCast