Na sessão, os contratos futuros do petróleo fecharam sem direção única, depois de saltarem mais de 3% na terça-feira (17) em meio a dúvidas sobre a navegabilidade no Estreito de Ormuz com a continuidade da guerra no Oriente Médio.
“O Irã continua atacando a infraestrutura de energia em todo o Oriente Médio, enquanto Israel alega ter matado graduadas autoridades iranianas”, dizem analistas da ANZ Research, em nota.
Além disso, os especialistas acrescentaram que um campo de petróleo iraquiano foi alvo de drones e mísseis após um ataque ao campo de gás Shah, nos Emirados Árabes Unidos.
Os estoques de petróleo nos Estados Unidos subiram 6,156 milhões de barris, a 449,259 milhões de barris na semana encerrada em 6 de março, informou o Departamento de Energia (DoE). Analistas consultados pelo The Wall Street Journal projetavam estabilidade na semana.
No fechamento, o barril do petróleo WTI para maio fechou em queda de 0,07% a US$ 95,46 o barril. Já o Brent para maio avançou 3,83% a US$ 107,38 o barril, na Intercontinental Exchange de Londres (ICE).
Novo ajuste nos preços do petróleo Brent freia mercado
Em Wall Street, Dow Jones caiu 1,63%, o S&P 500 recuou 1,36% e o Nasdaq teve queda de 1,46%.
Na mesma linha, os rendimentos dos Treasuries, títulos de renda fixa de dívida pública do governo norte-americano, fecharam em alta nesta quarta-feira (18). O juro da T-note de 2 anos subiu a 3,775%, o da T-note de 10 anos avançou a 4,264% e o do T-bond de 30 anos valorizou a 4,882%.
Dólar tem alta em resposta ao mercado
O dólar fechou em alta ante outras moedas de economias desenvolvidas, à medida que os rendimentos dos Treasuries subiram. O euro recuou a US$ 1,1475, a libra cedeu a US$ 1,3283 e o dólar marcou 159,79 ienes. Já o índice DXY do dólar, que acompanha as flutuações da moeda americana em relação a outras seis divisas relevantes, teve alta de 0,51%, a 100,086 pontos.
Com informações de Sergio Caldas para BroadCast