Nesse tipo de operação, um investidor (doador) disponibiliza temporariamente seus ativos financeiros para outro investidor (tomador), mediante o pagamento de uma taxa de remuneração pré-estabelecida. O tomador é livre para vender os ativos ou utilizá-los para outras finalidades, tendo o compromisso da devolução em uma data futura.
Como existe essa taxa de remuneração, a modalidade representa uma forma de rentabilidade adicional ao portfólio do investidor. Na modalidade, o doador continua recebendo dividendos e juros sobre capital próprio (JCP) normalmente, enquanto o tomador utiliza os papéis para estratégias de curto prazo ou proteção. A segurança da operação é garantida pela B3, que atua como contraparte central e exige garantias dos tomadores.
Mercado em expansão
Enquanto os fundos de investimento respondem por 47% da demanda entre tomadores, os investidores pessoa física já representam 33% das ofertas de ativos entre doadores, superando os investidores estrangeiros, que são 13% dos doadores e 36% dos tomadores.
“O mercado brasileiro de empréstimo de ativos está cada vez mais maduro e tem a pessoa física como um de seus protagonistas. Acreditamos que essa é uma modalidade que tem muito a crescer, pois traz vantagens para os dois lados do negócio e ainda promove aumento da liquidez nos ativos”, afirma Pedro Zangrandi, superintendente responsável por Empréstimo de Ativos na B3.
Os instrumentos mais negociados concentram-se em ETFs (fundos de índices) e ações de alta liquidez, que compõem o Ibovespa. Confira os ativos mais operados no mercado de empréstimo em 2025:
ETFs
O BOVA11 ocupou o topo do ranking de aluguéis, sendo o principal instrumento para investidores que buscam exposição ou proteção em relação ao desempenho do índice Ibovespa.
Blue chips
As ações da Vale (VALE3) e da Petrobras (PETR4) continuaram entre as favoritas tanto de doadores quanto de tomadores devido ao seu alto volume financeiro e liquidez diária.
Ações do setor financeiro
Os papéis de grandes bancos como Itaú (ITUB4), Banco do Brasil (BBAS3) e Bradesco (BBDC4) também se destacaram, ao oferecerem estabilidade para as operações de aluguel, segundo a B3.
Ações de crescimento e consumo
Ações como Ambev (ABEV3), Weg (WEGE3) e Prio (PRIO3) completaram a lista dos ativos mais requisitados no mercado de empréstimo de ativos.