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Energisa (ENGI11) emite SLBs, títulos vinculados a metas ESG

A empresa levantou R$ 750 milhões com a emissão dos títulos

Energisa (ENGI11) emite SLBs, títulos vinculados a metas ESG
Energisa (ENGI11) entra no mercado de biogás com aquisição de R$ 60 milhões. Foto: Divulgação Energisa
  • Os SLBs são títulos de dívida voltados para o financiamento de projetos que trarão benefícios ao meio ambiente
  • Caso os compromissos não sejam cumpridos, o investidor passa a receber uma remuneração maior do que a prevista no momento de lançamento do título

A Energisa (ENGI11) é a primeira empresa brasileira do setor elétrico a emitir os chamados Sustainability-Linked Bonds (SLBs). No valor de R$ 750 milhões, os títulos estão atrelados a metas ESG (Environmental, Social and Governance), que devem evitar a emissão de 76 mil toneladas de carbono, o equivalente ao capturado por uma floresta do tamanho de cem campos de futebol.

Os SLBs são títulos de dívida voltados para o financiamento de projetos que trarão benefícios ao meio ambiente. No caso da Energisa, os recursos obtidos serão direcionados ao objetivo 1 dos compromissos ESG da companhia, que visa contribuir para a inserção de fontes de energia renováveis no Brasil.

A meta inclui iniciativas para levar energia limpa até regiões remotas do Brasil, além de soluções de geração distribuída (quando a fonte de energia elétrica se encontra próxima ao local de consumo).

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Os SLBs são calculados a partir de indicadores-chave de desempenho (KPIs). Se os compromissos estipulados pela empresa não forem cumpridos, os títulos poderão ter suas características financeiras e estruturais alteradas.

No caso de atingimento integral de dois indicadores, a remuneração das debêntures não sofre alteração. Já se a meta não for alcançada em pelo menos um indicador, o investidor passa a receber uma quantia maior do que a prevista no momento de lançamento do título. Nesse cenário, há um acréscimo de 0,10% a 0,15% do valor total.

De acordo com Maurício Botelho, CFO da Energisa, a emissão de SLBs, inédita no setor, visa contribuir para o desenvolvimento sustentável do país, por meio de esforços para a transição energética.

“Inicialmente, a nossa intenção era ofertar R$ 500 milhões ao mercado. Em interações com investidores, percebemos o grande interesse em títulos vinculados a metas ESG e, justamente por isso, tomamos a decisão de ampliar para R$ 750 milhões. O sucesso da venda mostra que fomos pelo caminho correto”, destaca.

Os coordenadores da oferta são o Bradesco e o Itaú. Para Rafael Garcia, head de Renda Fixa do Bradesco BBI, “o setor de energia elétrica é relevante no mercado de capitais brasileiro, participando significativamente em volume e nas operações com rotulagem ESG”.

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