O Itaú BBA afirmou por meio de relatório que a Gerdau (GGBR4) trabalha com a perspectiva de que, em 2026, os volumes da companhia no Brasil crescerão em linha com o mercado, mas com um mix de produtos melhor e estratégia comercial regional.
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O Itaú BBA afirmou por meio de relatório que a Gerdau (GGBR4) trabalha com a perspectiva de que, em 2026, os volumes da companhia no Brasil crescerão em linha com o mercado, mas com um mix de produtos melhor e estratégia comercial regional.
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“A expansão de Ouro Branco adiciona aproximadamente R$ 400 milhões em benefícios, principalmente por meio da redução de custos, mas também com um mix de vendas melhor (ou seja, menos exportações e mais downstream)”, diz o relatório.
Após a divulgação de dados do Instituto Aço Brasil nesta semana, o Itaú BBA avalia que o desempenho setorial do segmento seja sequencialmente melhor no primeiro trimestre, devido a uma melhoria sazonal nos volumes; uma ligeira redução da concorrência das importações; e algumas pequenas melhorias de preço.
“É importante monitorar as discussões em andamento sobre potenciais tarifas antidumping para o aço plano, com decisões finais esperadas para o primeiro trimestre. Isso poderia proporcionar ventos favoráveis para o setor doméstico”, escreve o analista Daniel Sasson, do Itaú BBA, em relatório.
Na América do Norte, a Gerdau sinalizou em evento do banco que espera um forte primeiro semestre, com uma segunda metade do ano “ainda construtiva”, mas com algumas incertezas em torno dos resultados do Acordo Estados Unidos-México-Canadá e da Seção 232. Os data centers são o principal motor de demanda dessa divisão, enquanto a demanda relacionada à energia solar deve permanecer resiliente, mesmo que se normalize a partir de níveis de pico, reporta o Itaú BBA.
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“O foco permanece no crescimento orgânico (mantendo usinas de potência flexíveis e melhorando a captura de sucata, logística e produtividade do triturador), sem buscar projetos greenfield que possam perturbar o equilíbrio do mercado local”, escreve Sasson.
Com grandes projetos sendo concluídos, espera-se que o desembolso total de capex da Gerdau caia, explica Sasson. “Observamos que o capex (investimento) se deslocará para manutenção, gargalos de laminação/fundição, processos de fundição contínua e trituração”, diz.
Ele pontua também que as empresas brasileiras dependerão cada vez mais da autogeração de energia para mitigar a volatilidade das tarifas e encargos setoriais. Em relação ao portfólio de ativos, a administração vê, segundo o analista, oportunidades para se concentrar na reciclagem de ativos imobiliários e florestais para financiar melhorias de produtividade.
Em relação a uma potencial listagem estrangeira, a Gerdau (GGBR4) disse que prefere avaliar fatores como impacto tributário, requisitos de conselho majoritariamente independente e agilidade reduzida antes de tomar uma decisão final.
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