Pelos cálculos do Goldman Sachs, o valor é compatível com o impacto estimado de uma interrupção total de seis semanas no Estreito de Ormuz – corredor por onde passa cerca de um quinto do petróleo e do GNL mundiais -, mesmo levando em conta o uso de oleodutos ociosos como alívio parcial. Se 50% do fluxo fosse suspenso por um mês, o acréscimo cairia para US$ 4.
O relatório calcula que a alta de 15% nos preços de varejo registrada no fim de semana reforça a percepção de que o prêmio atual já contempla o risco de cortes persistentes no suprimento. Até sexta-feira passada, o gás natural europeu (TTF) e o GNL à vista na Ásia (JKM) quase não embutiam um prêmio de risco. Para o gás nos Estados Unidos, o banco vê risco limitado de pressão altista.
Mesmo assim, os analistas ressaltam que, para além dos fluxos em Ormuz, qualquer sinalização de Washington, Teerã, Pequim ou dos países do Conselho de Cooperação do Golfo tornou-se variável-chave para uma nova precificação da energia global.
Num cenário de paralisação dos fluxos de Ormuz por um mês, a estimativa que o TTF e o JKM saltem 130% acima dos níveis atuais. O banco lembra que o patamar de US$ 25/mmBtu desencadeou grandes respostas da demanda por gás natural durante a crise energética europeia de 2022.
*Conteúdo elaborado com auxílio de Inteligência Artificial, revisado e editado pela Redação da Broadcast