Se a restauração da taxa de cobertura ocorrer até o segundo semestre de 2024, o impacto financeiro para 2025 e os anos subsequentes será mínimo, dizem os analistas Vinicius Figueiredo, Lucca Generali Marquezini e Felipe Amâncio.
Ao revisar os dados públicos fornecidos pela ANS sobre depósitos judiciais, o Itaú BBA constatou que a Hapvida viu o aumento mais significativo em depósitos judiciais nos últimos trimestres, seguida pela Amil, Unimed Nacional e Bradesco Saúde. Esse foi um dos principais pontos que chamou a atenção do mercado sobre os resultados da Hapvida, apesar do forte desempenho operacional da companhia no segundo trimestre – relembre aqui.
Outro ponto chave de discussão com investidores, segundo o BBA, é que o aumento nos depósitos judiciais não foi acompanhado por um aumento correspondente nas provisões para processos civis. O banco observou uma queda na “taxa de cobertura” para esses processos em alguns players, incluindo a Hapvida.
Em relatório, os analistas avaliam que esse aumento nos processos foi impulsionado tanto pela Hapvida Assistência Médica quanto pela NDI Saúde. “Embora seja desafiador apontar as causas exatas dessa tendência, atribuímos isso à maior proporção de contratos individuais no portfólio da Hapvida (que tipicamente têm mais demandas judiciais) e à expansão da integração vertical após aquisições nas regiões Sudeste e Sul”, eles dizem.
O Itaú BBA mantém recomendação outperfom (o equivalente a compra) para a Hapvida (HAPV3), com preço-alvo de R$ 7 para 2025, o que representa um potencial de valorização de 75% sobre o fechamento de quinta-feira (3). A companhia segue como uma das principais escolhas do banco no setor, ao lado de Rede d’Or (RDOR3).
* Com informações do Broadcast