O Ibovespa futuro avança 0,28%, aos 163.185 pontos nesta segunda-feira (5). As atenções do mercado estão nos desdobramentos da invasão dos Estados Unidos na Venezuela, com impacto sob o petróleo e ações de defesa.
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O Ibovespa futuro avança 0,28%, aos 163.185 pontos nesta segunda-feira (5). As atenções do mercado estão nos desdobramentos da invasão dos Estados Unidos na Venezuela, com impacto sob o petróleo e ações de defesa.
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As incertezas em torno da crise geopolítica desencadeada pela invasão dos EUA na Venezuela deixam os mercados globais em alerta nesta manhã. No sábado (3), o país norte-americano atacou a Venezuela com bombardeios em Caracas e capturaram o ditador Nicolás Maduro e sua esposa. O presidente americano, Donald Trump, confirmou a informação em sua rede social, a Truth Social.
Em reflexo, em Nova York, os papéis da Chevron e de outras companhias ligadas ao petróleo, como ConocoPhillips e ExxonMobil, avançam. A Chevron é a única grande empresa petrolífera dos EUA atualmente presente na Venezuela, que, sob o governo de Maduro e de seu antecessor Hugo Chávez, teve anos de relações conturbadas com Washington.
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No Brasil, apesar da valorização no mercado futuro, não se pode descartar volatilidade, diante do elevado grau de incerteza provocado pela crise geopolítica e pela divulgação de novas informações ao longo do dia.
Mesmo assim, para investidores, segundo Lucas Sigu Souza, sócio-fundador da Ciano Investimentos, o que foi feito pelos EUA com a Venezuela, não gera grandes preocupações. “O mercado não se preocupa com a moralidade das coisas e sim com as consequências. O fato é que a Venezuela se tornou irrelevante nas últimas décadas, do ponto de vista do mercado internacional. E não há nenhuma consequência relevante para a economia mundial”, avalia.
No câmbio, o dólar hoje avança ante pares rivais no exterior e ante o real. Após a abertura, a moeda americana subia 0,22%, a R$ 5,43 na venda.

Os EUA atacaram a Venezuela com bombardeios em Caracas e capturaram o ditador Nicolás Maduro e sua esposa no sábado (3). O presidente americano, Donald Trump, confirmou a informação em sua rede social, a Truth Social.
“Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque de grande escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado, juntamente com sua esposa, e retirado do país por via aérea. Essa operação foi realizada em conjunto com forças de aplicação da lei dos Estados Unidos”.
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Segundo relatos não confirmados, as aeronaves seriam helicópteros CH-47G Chinook, projetados para operações secretas, e teriam atuado durante ataques que, segundo o governo venezuelano, atingiram os estados Miranda, Aragua e La Guaira, além de Caracas.
Os contratos futuros de petróleo ganharam fôlego, inverteram o sinal e passaram a subir, enquanto investidores ponderam as consequências da deposição do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, após o ataque dos Estados Unidos ao país durante o fim de semana.
Há expectativas de que o mercado da commodity fique superabastecido em 2026, apesar de a Organização dos Países Exportadores de Petróleo e aliados (Opep+) ter decidido manter a pausa no aumento da produção para o primeiro trimestre de 2026.
“O consenso vê o mercado severamente superabastecido em 2026”, diz Peter McNally, da Third Bridge, em e-mail. Segundo o chefe global de Analistas de Setores, o consenso também vê os preços do petróleo venezuelano com desconto em relação aos benchmarks (referência de performance do ativo) globais, devido à sua baixa qualidade.
Nesta manhã, o barril do petróleo WTI para fevereiro subia 0,24%, a US$ 57,46, enquanto o Brent para março avançava 0,12%, a US$ 60,82.
Entre as commodities hoje, o minério de ferro no mercado futuro da Dalian Commodity Exchange, para maio de 2026, fechou em alta de 0,95%, cotado a 797 yuans por tonelada, o equivalente a US$ 113,94.
O boletim Focus do Banco Central (BC) atualizou, nesta segunda-feira (5), as previsões para os principais indicadores econômicos, incluindo o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) e taxa Selic. A agenda da semana ainda traz o IPCA de dezembro na sexta-feira (9).
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A mediana do relatório Focus para o IPCA de 2025 caiu de 4,32% para 4,31%, a oitava baixa seguida. A taxa está 0,19 ponto porcentual abaixo do teto da meta, de 4,50%. A projeção para o IPCA de 2026 subiu de 4,05% para 4,06%, interrompendo a sequência de seis baixas consecutivas.
A mediana do relatório Focus para a Selic no fim de 2026 permaneceu em 12,25%. Há um mês, também estava em 12,25%. Considerando apenas as 39 estimativas atualizadas nos últimos cinco dias úteis, a mediana caiu de 12,13% para 12,0%.
Esses e outros dados do dia ficam no radar de investidores e podem impactar as negociações na bolsa de valores brasileira, influenciando o índice Ibovespa futuro.
*Com informações de Isabella Pugliese Vellani, Maria Regina Silva e Luciana Xavier, do Broadcast
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